18 de abril de 2015

Resenha | Perdida - Carina Rissi


Título: Perdida

Autora: Carina Rissi

Número de páginas: 364

Ano: 2011

Editora: Verus

Skoob: AQUI
Sinopse: Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos… 

 

Antes de mais nada gostaria de dizer que Perdida não é perfeito, ok? Ele pode ser definido tranquilamente como uma comédia romântica literária! Eu terminei a leitura em duas madrugadas e perdi a conta das vezes que ri e sorri!

Sofia é uma jovem de vinte e quatro anos que vive no ano de 2010. Ela tem um trabalho mal remunerado que só suporta na esperança de ser promovida, assim que seu chefe mala se aposentar. Como todo jovem no século XXI, ela é super ligada em tecnologia. Ela chega a falar que não vive sem seu celular e sem seu computador.

Em uma sexta-feira à noite, após o expediente, Sofia vai para um barzinho com Nina, sua melhor amiga, e Rafa, namorado de Nina. Depois de beber um pouco além da conta, ela vai ao banheiro e derruba o celular na privada! Fim do mundo? Sim, pra ela foi quase isso!

No dia seguinte, ao acordar de ressaca, Sofia toma um banho, veste uma saia, uma regata, um All Star vermelho e vai fazer o que? Comprar um celular novo, lógico! Ao sair de casa, Sofia percebe que há algo estranho. Para uma manhã de sábado, há pouca gente na rua. Ao chegar na loja não é diferente, apenas ela e uma vendedora um pouco esquisita estão no local. A vendedora estranha pergunta o que Sophia deseja e ela fala que quer um celular que faça tudo. E é isso que ela consegue.

Após sair da loja, Sofia, muito ansiosa, não consegue esperar e abre o celular no meio da rua mesmo. A princípio ela pensa que ele está quebrado, pois ele não dá sinal de vida. Porém, uma luz branca muito forte surge e Sofia acaba tropeçando, caindo e batendo com a cabeça. Assim que a luz branca se dissipa, Sofia nota que algo está muito, muito errado... 

Cadê os carros?

Cadê os prédios?

Cadê as lojas?

Tudo sumiu!

De repente surge um jovem homem montado em um cavalo. Esse jovem é Ian .

— Senhorita… — disse preocupado. — Por favor, vamos até a minha casa! Acho que pode ter tido uma lesão. A pancada que levou deve ter sido muito forte!

— Não vou para sua casa, ficou doido? Eu sei lá o que você pretende fazer comigo? Você pode muito bem ser um psicopata que quer me fazer em pedacinhos e me guardar dentro de um freezer para comer aos poucos. Não sabe em que ano estamos? …

— Estamos no ano de mil oitocentos e trinta e garanto-lhe que sou um homem de bem. Não tenho outra intenção que não seja ajudá-la! — ele respondeu, ofendido, a minha pergunta retórica.

Ele disse mil oitocentos e trinta? Explodi num ataque de riso histérico, não pude controlar.

Ian vê que Sofia está alterada e que está com a cabeça sangrando. Ele quer ajudá-la, mas mal consegue olhar pra ela sem ficar vermelho de vergonha, pois para ele, ela está praticamente nua! Detalhe: ela está vestida, mas para um jovem do século XIX acostumado só a ver pescoços, vestir uma saia e uma regata é um escândalo! hahahaha'

Sofia não entende o que está acontecendo. Quem é aquele jovem bonito e forte na sua frente? Por que ele está vestido com roupas tão estranhas? 1830? No século XIX? Ela começa a pensar que a batida com a cabeça fez algum estrago, aquilo não pode ser real. Não pode!

Ao chegar na casa de Ian, Sofia percebe que aquilo ali é real! Não sabe como, não sabe o por quê, mas é real!

Sofia não sabe como voltar, tudo o que ela possui é sua roupa do corpo e sua bolsa, com seus documento e seu… celular! Celular que, do nada, manda uma mensagem falando que ela tem uma jornada a ser cumprida! Mas que jornada é essa? Sofia conta para Ian que não sabe como voltar pra casa, mas que vai descobrir. O que ela não conta é que a casa dela fica no século XXI.

— Hã… pedirei à senhora Madalena que traga algumas roupas. Você parece ser um pouco maior do que minha irmã, mas, ainda assim, será melhor do que ficar… vestida dessa forma. — seus olhos caíram no chão.

— Eu não estou sem roupa! As pessoas se vestem assim de onde eu venho. Pare de dizer que estou pelada! — era constrangedor ver que minhas roupas (ou a falta delas) o deixavam tão perturbado.

Sofia passa então a tentar entender a sua jornada. O que ela terá que fazer para poder voltar para casa?

Nesse meio tempo, claro, Sofia se mete em várias situações engraçadas. Seu jeito de falar e se expressar é totalmente diferente. Ela sente falta de tudo, da tecnologia, do chuveiro… da privada! No século XIX ainda não existia a privada. O banheiro da casa de Ian era uma casinha de madeira com dois buracos dentro. Papel higiênico? Que nada! Alface mesmo! Ri demais nessa hora! hahahha'


Como não poderia deixar de ser, Sofia e Ian se apaixonam, mas ela fica super dividida, pois ela quer voltar para casa e sabe que partirá o coração de Ian se fizer isso!

Gente, Ian!! Que personagem mais fofo.

Conforme o tempo vai passando Sofia vai percebendo que sua jornada está chegando ao fim, mas a questão é: ela vai querer mesmo voltar para o século XXI?

— Está comprometida com alguém?

— Não. — essa era uma pergunta fácil de responder.

— Nem mesmo no lugar de onde vem? — a intensidade me puxava para ele outra vez.

— Não, não tenho ninguém me esperando. — sussurrei.

Ele assentiu. Voltou a olhar pela janela por um tempo, depois seus olhos voltaram aos meus com uma força opressora.

— Fico feliz em ouvir isso. — a forma como articulou, tão firme e honesto e… aliviado, me deixou sem fôlego. — Não terei que lutar contra mais ninguém além de você mesma.

Como eu disse, o livro não é perfeito. Tem algumas coisas que não se encaixam no século XIX, como os vestidos tomara que caia, por exemplo. A escravidão também não foi abordada no livro. Muita gente falou que TINHA que ter! Gente, a autora não quis retratar a escravidão. É um direito dela! Não me fez nenhuma falta! Só achei que Carina pecou no excesso de gírias! Sofia fala gírias demais. Jovens falam gírias, ok, mas Sofia fala MUITAS. Ela exagerou nessa parte.

Perdida é um daqueles livros despretensiosos que acabam dando super certo. Ele não é unanimidade, há quem ache a história sem graça, sem sentido e mal escrita, mas há quem adore, assim como eu adorei.

Observação: Conteúdo postado quando a plataforma do blog ainda era WordPress. Com a mudança, todos os comentários foram perdidos.

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