29 de maio de 2015

Resenha | The Year We Fell Down - Sarina Bowen

Título: The Year We Fell Down

Autora: Sarina Bowen

Número de páginas: 268

Ano: 2014

Editora: Rennie Road Book

Skoob: AQUI
Sinopse: O esporte que ela ama está fora de alcance. O menino que ela ama tem outra pessoa.

E agora?

Ela esperava começar a Universidade Harkness como uma jogadora de hóquei no gelo. Mas em vez disso, um grave acidente faz com que Corey Callahan comece a universidade em uma cadeira de rodas.

Do outro lado do salão, no outro dormitório acessível aos deficientes, vive o delicioso-demais-para-ser-real, Adam Hartley, outro aspirante a estrela do hóquei com a perna quebrada em dois lugares. Ele também está fora do alcance de Corey. Além disso, ele é comprometido.

No entanto, uma improvável aliança floresce entre Corey e Hartley no “gueto dos aleijados” do McHerrin Hall. Com tequilas perigosamente equilibradas em bandejas de refeitório e jogos de vídeo game, os dois lidam com decepções que ninguém mais entende.

Eles são apenas amigos, é claro, até que uma noite as coisas desmoronam. Ou constroem-se. Tudo o que Corey sabe é que ela está se apaixonando. Profundamente.

Mas será que Hartley deixará de lado sua “namorada de ouro” para amar alguém tão machucada quanto Corey? Se ele não o fizer, ela terá que encontrar a coragem de fazer uma vida para si mesma na Harkness – uma que não gire em torno do esporte que ela já não pode jogar, ou do garoto de olhos castanhos que tem medo de amá-la de volta.  


I just wish I could give you the original me. Not the broken one.

The Year We Fell Down conta a história de Corinne “Corey” Callahan e de Adam Hartley. Este é o primeiro livro da série The Ivy Years que, até o momento, possui quatro volumes.

O sonho da vida de Corey era entrar para Universidade Harkness como atleta de hóquei no gelo. Ela já tinha obtido uma bolsa e estava com tudo planejado para aqueles que seriam os melhores anos da sua vida. Isso até que um terrível acidente no ringue de patinação a deixa paralisada da cintura para baixo.

Depois de passar alguns meses em reabilitação para poder adaptar-se à sua mais nova realidade – a cadeira de rodas – Corey decide continuar a viver sua vida e vai para a universidade. Não mais como uma atleta de hóquei, mas como uma aluna qualquer.

No seu primeiro dia na Harkness, Corey conhece Adam Hartley e, é claro, ele é tudo de bom!

Adam, ou apenas Hartley, como todos o chamam, também é um jogador de hóquei no gelo. Esta temporada ele não está jogando, pois quebrou a perna em dois lugares diferentes e está tendo uma recuperação bem lenta.

A conexão entre eles é imediata. Adam, contrariando todas as expectativas, é um cara muito gente boa.


Suddenly, living my new life seemed more important than mourning my old one.

De repente, viver a minha nova vida pareceu mais importante do que ficar de luto pela antiga.

Como nem tudo é perfeito, Adam já é comprometido. Stacia, sua namorada, é uma garota muito nojenta e esnobe. Ela, literalmente, escolhe suas amizades pelo status social delas. Ninguém entende como um cara bacana como Adam namora uma garota como ela. Só que Stacia está indo passar um semestre na França deixando Adam sozinho na Harkness. E estando sozinho, Adam passa a maior parte do seu tempo com Corey.

Por causa da cadeira de rodas de Corey e das muletas de Adam, os lugares para se divertir ficam um pouco escassos, então eles costumam passar seu tempo livre no quarto de Corey jogando hóquei no gelo…no vídeo game! 😀

Com o passar do tempo, a amizade e o carinho de Adam fazem com que um sentimento novo floresça no coração de Corey. Adam também passa a olhar Corey de outro modo. Ela é tudo o que Stacia não é, e aqui não estou falando sobre a deficiência dela, e sim sobre seu caráter. Só que Stacia já está voltando de viagem e Corey sabe que a partir do momento que ela chegar, tudo será diferente.

No aniversário de Adam, Stacia dá um bolo nele. Irritado, Adam vai ao encontro de Corey. Depois de algumas taças de champagne, eles acabam se beijando e acaba rolando umas outras coisinhas…não necessariamente sexo.

— Look — He whispered. — You can slap me right now and tell me I’m a prick for coming on to you when my girlfriend blew me off. — He downed the last of his own glass. — Or you can kiss me, Callahan.

— Olhe — Ele sussurrou. — Você pode me bater agora e me dizer que eu sou um idiota por ter vindo até você quando minha namorada me ignorou. — Ele tomou o último gole de seu copo. – Ou você pode me beijar, Callahan.

Só que a realidade ao lado de Stacia comparada à realidade ao lado de Corey é como um soco no estômago de Adam. Ele quer Corey mas ao mesmo tempo não quer deixar Stacia, por quê?

Em alguns momentos fiquei com raiva de Adam! Como ele podia continuar com Stacia???? Sério, gente, ela é intragável! Mas chegando ao final do livro nós descobrimos que o motivo do relacionamento era meio obscuro. Eu achei até bem feio da parte dele, mas depois entendi..apesar de não concordar.

Corey sabe o que sente por Adam mas ela não pode se dar ao luxo de sofrer por isso. Ela arruma uma nova atividade, novos amigos e fala para Adam que, naquele momento, ser amiga dele não era um opção.

Até quando Adam iria continuar enganando seu próprio coração?

But obviously it wasn’t enough. I wasn’t enough. And I couldn’t help blaming my disability. A whole Corey Callahan – with two working legs, and none of the baggage that comes with being broken – might have been enough to shift me from the kind of girl that he wanted for a friend, into the sort of girl he wanted in his bed.


Mas obviamente isso não foi o suficiente. Eu não era suficiente. E eu não podia deixar de culpar a minha deficiência . Uma Corey Callahan inteira – com duas pernas que funcionam e nenhuma bagagem que vem com o ‘ser quebrada’ – poderia ter sido o suficiente para me deslocar do tipo de garota que ele queria como amiga, para o tipo de garota que ele queria em sua cama.

A narração do livro é dupla, às vezes narrado por Corey e às vezes por Adam, e dá para diferenciar claramente quem está narrando, nem precisaria ler o nome no começo do capítulo! Sarina conseguiu colocar a particularidade de cada um deles na narrativa. Excelente!

The Year We Fell Down é uma linda história! Ela nos mostra o mundo dos deficientes físicos sob uma outra perspectiva. Em nenhum momento o livro fica “mimizento”, apenas focado em Corey e suas dificuldades. As dificuldades estão lá, claro, afinal, Corey é uma cadeirante, mas o foco, em momento algum, é a deficiência física dela. O foco é na capacidade de amar e ser amado, acima de qualquer coisa.

Sarina fez um excelente trabalho e The Year We Fell Down entrou para a minha lista de livros favoritos!

— I have always wanted you, Callahan. I was just too stupid to say so.


— Eu sempre quis você, Callahan. Eu apenas era muito estúpido para dizer isso.

Observação: Conteúdo postado quando a plataforma do blog ainda era WordPress. Com a mudança, todos os comentários foram perdidos.

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