28 de julho de 2015

Resenha | No Mundo da Luna - Carina Rissi

Autora: Carina Rissi

Número de páginas: 476

Ano: 2015

Editora: Verus

Skoob: AQUI

Sinopse: A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe vive trocando seu nome.

Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai no colo dela. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção?

Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito — não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.

Com seu estilo ágil e fluido, Carina Rissi criou em No mundo da Luna uma leitura viciante, permeada de humor, magia e paixão, que vai conquistar você do início ao fim.

 

 Escorpião (23/10 a 21/11): Vai pintar alguém que deixará seu mundo de cabeça para baixo.

No Mundo da Luna conta a história de Luna Braga, uma jornalista recém-formada que trabalha na recepção da Fatos&Furos, uma revista popular que vem enfrentando alguns problemas.

Luna detesta seu trabalho. Seu sonho é ter uma coluna só sua, e não ficar atendendo telefones e anotando recados para seu detestável chefe, Dante Montini, um nerd que usa gravatas do Tetris, veste blusas do Star Wars, usa um óculos que já saiu de moda faz tempo e que insiste em chamá-la de Clara.

Devido aos problemas que a revista vem enfrentando, alguns funcionários estão se debandando para a principal concorrente da Fatos&Furos. Por conta disso, o quadro de funcionários da revista fica desfalcado e Luna recebe sua grande chance: assumir uma coluna na revista!

Só que a coluna que cai no colo de Luna não é bem o que ela estava imaginando. Ser a responsável pelo horóscopo era a última coisa que Luna queria, ela nunca acreditou nessa história de astros e sempre foi muito cética quando o assunto era misticismo, apesar de ser filha de uma cigana!

Com a nova coluna em mãos, Luna não sabe o que fazer. Sua avó, Cecilia, se recusa a ajudá-la. Segundo ela, não se brinca com essas coisas. Desse modo, ela entra em uma loja esotérica em busca de ajuda e acaba encontrando um baralho que, de acordo com a dona da loja, pertencera à poderosa cigana Madalena!

Com baralhos em mãos, Luna começa a redigir os horóscopos semanais sob o pseudônimo de Cigana Clara e, para sua surpresa, o retorno das leitoras é ótimo! Elas falam que a Cigana clara acerta tudo! Luna, claro, não leva nada disso a sério.

Para completar, um novo (e lindo) fotógrafo aparece na revista. Luna se interessa por ele e parece que o interesse é mútuo.

Viny (o fotógrafo) chama Luna para jantar, mas acaba dando um bolo nela, deixando-a plantada no dia do encontro. E como se tudo não pudesse ficar pior, Luna acaba encontrando Dante, seu chefe desprezível, e, depois de muitas doses de tequila e uísque, acaba indo para a cama com ele.

No dia seguinte, Luna fica mortificada ao acordar e se dar conta do que havia acontecido entre eles. Ela fala que aquilo não poderia voltar a acontecer, jamais, nunquinha… só que o destino tinha outros planos.

Inesperadamente, ele olhou para frente, e, por um segundo efêmero – tão rápido que não tenho nem certeza se de fato aconteceu ou se só imaginei tudo – , aqueles olhos castanhos, que até então eu não notara por causa dos óculos, se prenderam aos meus. Uma cumplicidade muda e bastante esquisita se instalou entre nós. Então as portas do elevador se fecharam.

Luna não queria se sentir atraída pelo chefe, isso nunca passou pela sua cabeça, afinal, ela detestava aquele homem! Mas, conforme o tempo vai passando, Luna conhece um lado de Dante Montini que ele não mostrava para ninguém.

— Quero ser seu parceiro, seu companheiro, ser tudo pra você, mas quero que fiquei comigo porque escolheu. Quero que decida pertencer a mim, e não tomar posse, como se você fosse um objeto. Quero que me queira do mesmo jeito doente e louco que eu quero você. E, ah, Luna, acredite, eu quero você.

Tudo ia bem, até Luna começar a levar a sério aquele lance de acertar todas as previsões do horóscopo. Será que aquele baralho realmente era mágico? Será que vó Cecilia tinha razão ao falar que não se brincava com aquilo? Segundo Vó Cecilia, as consequências para os atos de Luna seriam graves caso ela continuasse a jogar as cartas…o que será que o futuro reserva?

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Sabe aquele livro cuja “maravilhosidade” você não consegue expressar com palavras? Esse é meu caso em relação ao livro No Mundo da Luna. Eu fico impressionada com o dom que a Carina tem de nos envolver nas suas histórias! A cada livro dela que leio, mais admiração eu sinto.

É nítida a evolução de Carina desde Perdida até No Mundo da Luna. Os personagens são bem mais sólidos e a protagonista bem mais verossímil. Luna é real. Ela poderia ser sua irmã, sua prima, sua amiga…

Os personagens secundários são bem mais interessantes do que em todos os outros livros da Carina. Gostei de todos, sem exceção. Alguns, confesso, não têm muita importância na história, como alguns dos colegas de Luna na redação da Fatos&Furos, mas todos tinham a sua função, não teve nenhum personagem “jogado” na história.

E Dante? Ahhhh, Dante!

Eu já disse aqui que Carina tem o dom de escrever personagens masculinos adoráveis, não foi? Gente, Dante é maravilhoso! No começo do livro ele era detestável, mas quando vamos conhecendo o verdadeiro Dante não tem como não se apaixonar!

Acho que Carina poderia ter explorado melhor a parte cigana da história. Eu não posso pontuar muito os fatores que me levaram a chegar nessa conclusão, mas a história ficaria bem mais rica e a parte mística da história passaria muito mais credibilidade…

O final foi um pouco corrido. Alguns capítulos a mais seriam bem-vindos para que todas aquelas revelações fossem melhor desenvolvidas, afinal, o que são mais vinte ou trinta páginas em um livro que já possui quatrocentos e setenta e seis, não é mesmo? 😀

Confesso que os livros da Carina têm, sim, defeitos, mas as coisas boas são tão infinitamente melhores que os defeitinhos não chegam a incomodar. Carina escreve livros para nos fazer suspirar, e ela cumpre seu papel muito, muito bem!

E para terminar, uma das melhores frases de vó Cecilia!


Vladimir, você sabe quem é esse tal cigano Google?


Observação: Conteúdo postado quando a plataforma do blog ainda era WordPress. Com a mudança, todos os comentários foram perdidos.

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