4 de agosto de 2015

Resenha | Eva - Anna Carey

Autora: Anna Carey

Número de páginas: 288

Ano: 2013

Editora: Galera Record

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Sinopse: A guerra dos sexos está apenas começando. No futuro, uma praga mortal aniquilou a população da terra. Homens e mulheres seguem segregados. Os meninos são mandados para campos de trabalho forçado. As meninas, para Escolas onde aprendem uma profissão chave na reconstrução mundial. Mas as aparências enganam, e Eva está prestes a descobrir que a verdade pode ser muito mais terrível do que o vírus que varreu seu país. Está prestes a descobrir que seu futuro pode ser mais parecido com a da primeira mulher a levar seu nome.

 

Às vezes parece que tudo o que eu preciso saber eu não sei. E todas as coisas que sei estão completamente erradas.

O mundo foi devastado por um vírus mortal que dizimou boa parte da população. Quando o caos começou, houve quem se aproveitasse da desgraça que estava acontecendo. Assim que os líderes políticos sucumbiram à praga, um homem derrubou a democracia e instaurou uma monarquia, onde ele seria o Rei. Houve então a criação de uma nova nação, a Nova América.

As famílias completas que restaram foram povoar a Cidade de Areia, a cidade mais importante da Nova América. Os órfãos, porém, tinham outro destino. As meninas eram levadas para as Escolas. Já os meninos eram levados para campos de trabalho forçado. E é em uma dessas Escolas que conhecemos Eva.

As meninas chegam bem novinhas e aprendem de tudo um pouco. Aprendem, acima de tudo, a temer os homens. As Escolas ensinam que os homens são maus, ludibriadores… não se pode confiar neles! Apenas o Rei é digno de confiança.

Ao atingir certa idade, as meninas passam a ser formandas. Elas acreditam que após a formatura vão ser enviadas para o outro lado do lago, onde aprenderiam um ofício para, em seguida, serem enviadas para a Cidade de Areia.

Eva acredita cegamente no sistema. Ela acha que tudo o que a Escola ensina é lei absoluta, e que o Rei é um homem honrado que só quer o bem da população de Nova América. Só que Eva estava muito, muito enganada!

Ao nadar até o outro lado do lago para tirar a prova de uma suspeita plantada em sua cabeça por uma aluna fugitiva, Eva descobre algo aterrorizante.

Havia fileiras de garotas em camas estreitas, a maioria com barrigas enormes sob os lençóis brancos. Algumas tinham o meio do corpo enfaixado. Uma tinha cicatrizes que serpenteavam pelo tronco, de um rosa escuro e inchadas. No canto oposto do quarto, outra garota se contorcia de dor, tentando libertar os pulsos. Sua boca estava aberta, gritando alguma coisa que eu não conseguia ouvir através do vidro.

As formandas são utilizadas como parideiras, a função delas é repovoar Nova América, e cada uma delas irá parir quantas vezes forem necessárias…ou até não aguentarem mais!

Com a ajuda de uma professora que não aceita o sistema, Eva foge da Escola em busca de Califia, um abrigo para rebeldes que são contra o regime do Rei. No meio do caminho, Eva conhece Caleb, um órfão que fugiu dos campos de trabalho forçado, e começa a perceber que tudo o que aprendeu sobre os homens, assim como todas as outras coisas, não era a verdade absoluta.

Caleb estava meio metro à minha frente, com os olhos abertos e as mãos nas minhas. O rosto era tão suave, tão sincero e doce que eu me esqueci, mesmo que só por um instante, que éramos diferentes. Que ele era do outro sexo, o mesmo sobre o qual eu fora advertida. O mesmo que eu passava a vida inteira temendo.

Só que Eva também descobre que os perigos fora dos muros da Escola são iguais ou talvez piores do que aquele que a aguardava. Seu futuro já estava traçado, ela tinha sido escolhida! Por quem? Por quê?

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Eva foi uma grata surpresa. Eu conheci esse livro no canal da Pam Gonçalves, mas sempre adiava a leitura.

Como eu disse no início do post, eu estava cansada de distopias! Para mim era sempre a mesma história contada de maneiras diferentes. Sempre há o povo oprimido por um governo que os divide em castas, grupos, facções, etc. Eu sei que a característica principal de uma distopia é essa… a opressão, a privação, o desespero, mas se a gente parar para analisar, as distopias mais famosas são, em sua mais pura essência, muito parecidas umas com as outras.

Em Eva também há um governo opressor, só que o mundo que Anna Carey criou em torno disso é fascinante e muito original. A história das parideiras é arrepiante e doentia! Meninas sendo usadas para repovoar uma nação. Parindo bebês como se fossem animais, um após o outro!

Também achei super interessante a história da lavagem cerebral que as Escolas faziam nas meninas, fazendo-as acreditar que os homens eram maus, mentirosos, traidores…

Os personagens são interessantes e todos têm a sua função. Eva é muito inocente e receosa com tudo e todos, mas como foi condicionada a isso, ela não fica chata em momento algum, muito pelo contrário, a própria a Eva questiona suas reações, pois sabe que foi enganada e que a maioria das coisas que aprendeu não passam de mentiras.

Caleb é um personagem bacana, mas não me conectei muito com ele, talvez por ele aparecer pouco…

O livro é bem introdutório, não há grandes revelações, mas por mais que seja um pouco frustrante, não chega a estragar a leitura. Com certeza indico Eva para vocês.

Observação: Conteúdo postado quando a plataforma do blog ainda era WordPress. Com a mudança, todos os comentários foram perdidos.

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