25 de agosto de 2015

Resenha | A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard

Autora: Victoria Aveyard

Número de páginas: 424

Ano: 2015

Editora: Seguinte

Skoob: AQUI
Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso...

Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.

 

Você é o futuro. Você é a nova aurora.

O mundo criado por Victoria Aveyard é dividido. Em Norta, aqueles que possuem sangue prateado fazem parte da nobreza, da elite e possuem poderes. Uns podem controlar o fogo, outros a água, outros a eletricidade, outros podem mexer com a cabeça das pessoas, enfim, há uma gama de poderes. Aqueles que possuem sangue vermelho são a parte inferior da população, eles não possuem poderes e vivem em condições muito ruins.

É assim que o mundo funciona. Os vermelhos servem, os vermelhos trabalham, os vermelhos combatem. É nisso que são bons. Nasceram para isso.

Aqueles cidadãos que, ao completarem dezoito anos, não possuírem uma ocupação, são mandados para a guerra sem nenhum tipo de preparo.

Mare Barrow, a personagem principal, é uma vermelha. Ela está prestes a completar dezoito anos e em breve será enviada para a guerra. E esse é um destino que Mare não quer para si, sendo assim, ela bola um plano de fuga junto com seu amigo Kilorn, que acaba de ser dispensado de sua ocupação, para poder fugir desta triste sina.

Só que a fuga custará caro e para poder angariar fundos para ela, Mare sai para fazer o que sabe melhor: roubar. Ao tentar roubar de um homem na saída de um bar, Mare é surpreendida com sua benevolência. Intrigada, eles começam a conversar e o homem em questão se mostra uma pessoa muito bacana.

Depois desse encontro, Mare é chamada para trabalhar no palácio de Norta, para servir ao Rei, à Rainha e aos Príncipes. Esse emprego chega em boa hora, pois deste modo Mare não precisará mais ir para a guerra.

Não é só trocar lençóis e fronhas e lavar pratos. Você precisa olhar sem ver, ouvir sem escutar. Somos objetos aqui, estátuas vivas feitas para servir.

Mare chega ao palácio no dia da escolha da futura Rainha de Norta, uma competição onde meninas de diversas casas fazem uma demonstração de seus poderes e aquela que for a mais poderosa será a escolhida para se casar com Tiberias, mais conhecido como Cal, o futuro Rei de Norta.

Só que algo dá errado e, à beira da morte, Mare descobre que não é uma vermelha como outra qualquer. Ela também possui poderes, coisa que nem mesmo ela sabia até acontecer algo que revela esse poder na frente do Rei e de muitos nobres de Norta.

Mare pensa que será executada, mas o Rei decide usá-la para tentar controlar uma rebelião vermelha que está se aproximando. Mare Barrow agora chama-se Lady Mareena Titanos. Com a sua nova posição, Mare, ou melhor, Lady Titanos, tem oportunidade de ajudar o seu povo. Deste modo, ela se une aos rebeldes vermelhos, a Guarda Escarlate, que estão tentando tomar o poder.

Eu costumava imaginar os prateados como deuses intocáveis que nunca se sentiam ameaçados ou amedrontados. Agora sei que é o contrário. Passaram tanto tempo no topo, protegidos e isolados, que se esqueceram de que podem cair. Sua força se converteu em fraqueza.

Só que as coisas não são tão simples quanto parecem, e, ao final de tudo isso, Lady Titanos se vê envolvida em uma grande conspiração.

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Parece promissor, né? Mas não é!

Eu estava querendo ler A Rainha Vermelha antes mesmo da Editora Seguinte anunciar a aquisição dos direitos de publicação! Eu o encontrei através das minhas andanças pelos blogs gringos da vida, e desde que eu li que um estúdio havia comprado os direitos de adaptação do filme antes mesmo da Victoria terminar de escrever a história, eu estava me remoendo para lê-lo!

A Rainha Vermelha é um grande samba do crioulo doido! São nítidas as referências literárias do livro. A gente sabe que nessa vida nada se cria, tudo se copia, e sabemos também que muitos autores buscam inspiração em outros livros aclamados para criar a sua história.

Só que a arte da inspiração é criar algo diferente através de uma coisa já conhecida, e Victoria não conseguiu fazer isso, pois a gente consegue distinguir nitidamente de quais livros ela tirou determinada situação, e isso não é muito legal.

A Seleção, Divergente, As Crônicas de Gelo e Fogo, Jogos Vorazes…está tudo lá! O livro não possui identidade!

Os romances também são muito fracos. A autora tem um leque de opções e não explora nenhum deles. A gente não vê nada se desenvolvendo e do nada acontece um beijo e a gente fica…what?! Do nada há um “eu amei você” sendo dito e a gente fica…what?!

As intrigas, os poderes, as lutas, tudo é mal executado, mal explicado e bagunçado. O fato de Mare não ter conhecimento sobre o seu poder até o dia do incidente também não me convenceu!

Há as partes boas, claro, não vou ser injusta, mas os altos e baixos se alternam MUITAS vezes. Não há uma solidez.

Victoria Aveyard é roteirista e talvez esteja aí o problema. Acho que ela pensou muito na “estética” do livro, em como ele apareceria em cena…

Decepção não é a palavra certa para definir o que senti ao terminar a leitura. Para falar a verdade, não sei bem como me sinto ainda. Só sei que não gostei muito do que li, mas quero ler a continuação para ver o que Victoria vai aprontar.

Observação: Conteúdo postado quando a plataforma do blog ainda era WordPress. Com a mudança, todos os comentários foram perdidos.

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