27 de novembro de 2015

Resenha | A Voz do Arqueiro - Mia Sheridan


Autora: Mia Sheridan

Número de páginas: 336

Ano: 2015

Editora: Arqueiro

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Sinopse: Cada livro da coleção Signos do Amor é inspirado nas características de um signo do Zodíaco. Baseado na mitologia de Sagitário, A Voz do Arqueiro é uma história sobre o poder transformador do amor.

Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar.

Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde.

Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda.

Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar.

 

Archer — falei, agarrando as mãos dele e levando-as ao peito, como fizera mais cedo. — Você é uma pessoa de verdade e pode viver uma vida como a das outras pessoas. Quem lhe disse que não poderia?

Bree Prescott passou por um trauma muito forte. Sentindo-se sufocada, ela decide mudar-se para uma pacata cidadezinha chamada Pelion, no Maine. Bree tem terríveis flashbacks todas as manhãs, flashbacks estes que a levam de volta a algo que ela quer esquecer. Ela espera que a sua mudança para Pelion, lugar de onde ela guarda tantas lembranças felizes, possa fazer com que seus flashbacks desapareçam.

Archer Hale é um mistério. Ele sofreu um acidente quando tinha apenas sete anos e algumas circunstâncias culminaram na destruição da sua laringe, o que o fez com que ele perdesse a voz. Após o acidente, algumas situações fazem com que Archer se afaste cada vez mais das pessoas, até que chega ao ponto dele não se relacionar com mais ninguém a não ser com Nathan, o tio que tinha sua tutela. Depois da morte de Nathan, Archer passa a viver completamente sozinho.

Os moradores de Pelion consideram Archer mentalmente instável. Pudera, ele mal aparece na cidade. Só sai de casa em situações de extrema necessidade e ainda por cima tem uma aparência um tanto quanto intimidadora.

Bree e Archer acabam se conhecendo, e a áurea misteriosa de Archer faz com que Bree queira saber mais a seu respeito.

Eu o fitei. Ele era jovem e tinha cabelos castanhos longos e desgrenhados, precisando desesperadamente de um corte, e uma barba que parecia mais negligenciada do que propositalmente cultivada. Talvez fosse bonito, mas era difícil ver direito o rosto dele sob a barba e os cabelos que caíam da testa e ao redor do maxilar. O homem usava calça jeans e uma camiseta azul justa sobre o peito largo. A camiseta tivera alguma coisa escrita em algum momento do passado, mas agora estava tão desbotada e usada que o que estivera escrito ficava a cargo da imaginação de cada um.

Bree começa a fazer perguntas sobre Archer pela cidade, mas ninguém parece saber muito sobre ele, a não ser o fato dele ter sofrido um grave acidente quando era criança. Por ser filha de um homem mudo, Bree conhece a linguagem dos sinais, e isso faz dela a única pessoa em Pelion capaz de se comunicar com Archer. Em uma situação inusitada, Bree acaba encontrando Archer novamente, e a partir daí os dois vão construindo uma relação muito bonita, baseada na confiança, na descoberta e na superação.

Ele se aproximou de mim, os lábios entreabertos, uma expressão no rosto que era uma mistura de incerteza e desejo flagrante. Eu jamais esqueceria aquele olhar – enquanto vivesse, jamais esqueceria a beleza da expressão no rosto de Archer. Na próxima vez, não seria a mesma coisa. Uma vez que ele me beijasse – seu primeiro beijo, isso eu sabia -, nunca mais seria da mesma forma. Sorvi aquela imagem e memorizei-a, fiz com que se tornasse parte de mim.

Archer passa a amar Bree, mas a insegurança começa a bater. Apesar de Bree deixar bem claro que o ama também, Archer não se sente suficiente, tudo o que ele viveu até ali não permite que ele faça isso com tanta facilidade.

Mas dói, porque tenho medo de amar você. Tenho medo de você ir embora e de eu ficar sozinho outra vez. Só que será mil vezes pior porque vou saber o que estou perdendo. ... Quero ser capaz de amá-la mais do que temo perdê-la e não sei como fazer isso. Me ensine, Bree. Por favor. Não me deixe destruir isso.

Bree e Archer são perfeitos um para o outro, mas será que Archer vai conseguir entender isso? Será que ele vai deixar Bree fazer por ele tudo aquilo que ele fez por ela? Será que o amor será capaz de apagar os traumas de uma vida inteira?

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A Voz do Arqueiro fez meu coração transbordar de amor.

Para começar, vou falar da escrita de Mia Sheridan. Eu acho que nunca usei tanto post-it na minha vida! Os diálogos são a coisa mais linda. Neles nós temos amor, temos dor, temos sofrimento, temos esperança, temos desejo, temos tudo!

Devido ao fato de Archer ser mudo, grande parte dos diálogos entre Bree e ele são feitos na linguagem dos sinais. Está tudo escrito, mas não tem travessão nem nada, os diálogos que acontecem na linguagem dos sinais são todos em itálico e, não sei como explicar de uma forma que vocês possam compreender, mas esse fato realmente transmitiu a essência da situação!

Archer é apaixonante e inocente. Ele está descobrindo o mundo apenas agora e isso acontece frente aos nossos olhos, é emocionante. Já Bree é uma personagem muito altruísta. Seu empenho em fazer com que Archer enxergasse que era alguém digno de carinho, amizade e amor, foi admirável.

Os personagens secundários são interessantes. Alguns não tem relevância alguma, confesso, mas gostei de todos. Também achei que algumas tramas secundárias não tiveram tanta importância na história, mas foram necessárias para dar mais dinamismo ao livro. Sobre a capa... eu não gosto e nem desgosto. A primeira coisa na qual eu penso quando olho pra ela é escoliose! 😂

Como o livro é baseado na mitologia de Sagitário, no começo há um resuminho da lenda de Quíron, o centauro. A diagramação está ótima e eu não encontrei nenhum erro de revisão. Em suma, A Voz do Arqueiro não é uma obra-prima da literatura, mas é um livro que vai fazer você se sentir bem e que vai colocar um sorriso no seu rosto.

Observação: Conteúdo postado quando a plataforma do blog ainda era WordPress. Com a mudança, todos os comentários foram perdidos.

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