11 de março de 2016

Quoteando | O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

Oi, pessoal, tudo bem? Gostaria de me desculpar pela falta de atualização nessa última semana. Tive alguns problemas, mas já estou de volta! Como eu disse na postagem anterior, eu não farei uma resenha propriamente dita de O Pequeno Príncipe, pois já é um livro muito conhecido. Mas para a leitura não passar em branco, resolvi dividir com vocês as citações que mais tocaram o meu coração.

Autor: Antoine de Saint-Exupéry

Número de páginas: 93

Ano: 1986

Editora: Agir

Skoob: AQUI
Sinopse: Um rei pensava que todos eram seus súditos, apesar de não haver ninguém por perto. Um homem de negócios se dizia muito sério e ocupado, mas não tinha tempo para sonhar. Um bêbado bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber. Um geógrafo se dizia sábio mas não sabia nada da geografia do seu próprio país. Assim, cada personagem mostra o quanto as “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão valor ao que merece. Isso tudo pode ser traduzido por uma frase da raposa, personagem que ensina ao menino de cabelos dourados o segredo do amor: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. 


Eu já conhecia aquelas citações mais famosas, que estamos acostumados a encontrar na internet e a ouvir de alguém ou em algum meio de comunicação, mas a verdade é que o livro é repleto de citações maravilhosas.

Todas as pessoas grandes foram um dia crianças — mas poucas se lembram disso.

As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, ficar toda hora explicando… 


Se lhes dou esses detalhes sobre o asteroide B612 e lhes confio o seu número, é por causa das pessoas grandes. Elas adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, as pessoas grandes jamais se interessam em saber como ele realmente é. Não perguntam nunca: “Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que ele coleciona borboletas?” Mas perguntam: “Qual é a sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto seu pai ganha?” Somente assim é que elas julgam conhecê-lo.

As crianças têm que ter muita paciência com as pessoas grandes.

— É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. 

— Tu julgarás a ti mesmo — respondeu-lhe o rei. — É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.





A Terra não é um planeta qualquer! Contam-se lá cento e onze reis (não esquecendo, é claro, os reis negros), sete mil geógrafos, novecentos mil negociantes, sete milhões e meio de beberrões e trezentos e onze milhões de vaidosos — isto é, cerca de dois bilhões de pessoas grandes.

“Que planeta engraçado!”, pensou então. “É completamente seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz… No meu planeta eu tinha uma flor; e era sempre ela que falava primeiro.” 

Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

— A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!



— Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! 

— Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.

— Adeus — disse a raposa. — Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

— Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

— Tua raposa… as orelhas dela… parecem chifres… e são compridas demais!

Ele riu outra vez.

— Tu és injusto, meu caro, eu só sabia desenhar jiboias abertas e fechadas…

— Não faz mal — disse ele. — As crianças entendem.

O Pequeno Príncipe é um livro repleto de metáforas interessantíssimas e, apesar de ser vendido como um livro infantil, ele não é um livro para crianças, o que não quer dizer que elas não possam lê-lo. Elas podem e devem. O que eu quero dizer é aquilo que o próprio autor diz – esse livro foi escrito para a criança que habita em nós, adultos.

O livro possui diversas críticas sociais e até mesmo políticas. Ele critica a ambição, a vaidade, a soberba, e muitas outras coisas. Ao mesmo tempo, ele nos mostra o poder da amizade, da confiança e da esperança.

Eu li o livro duas vezes em um único dia. Ao chegar ao final da primeira leitura, senti que não tinha absorvido tudo que o livro tinha para me oferecer. Li de novo e, mesmo em um intervalo de tempo tão curto, mergulhei ainda mais na profundidade daquelas mensagens.

Se você não leu esse livro ainda, leia! Eu demorei mais de vinte anos para conhecer a história do principezinho, mas nunca mais irei esquecê-la!

Observação: Conteúdo postado quando a plataforma do blog ainda era WordPress. Com a mudança, todos os comentários foram perdidos. 

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