17 de março de 2016

Resenha | Assassinato no Expresso do Oriente - Agatha Christie


Autora: Agatha Christie

Número de páginas: 196

Ano: 2014

Editora: Nova Fronteira

Skoob: AQUI
Sinopse: Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano.

O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos.

 

— O assassino está entre nós, e no trem...

O detetive belga Hercule Poirot acabara de chegar ao Tokatlian, hotel no qual se hospedaria, na Turquia. Na portaria, ele recebe um telegrama avisando-o que deveria regressar imediatamente a Londres. Poirot embarca, então, no Expresso do Oriente e lá conhece diversos passageiros e suas peculiaridades.

Em dado momento, um dos passageiros do Expresso do Oriente vai ao encontro de Poirot pedindo proteção, mas o detetive nega. Só que Poirot não contava com o fato de que esse mesmo passageiro seria assassinado pouco tempo depois, em uma noite de grande nevasca que impediria que o Expresso do Oriente seguisse viagem.

Mas este é um crime diferente. Tenho o palpite, meu caro amigo, que este crime foi cuidadosamente planejado. É um crime longamente premeditado, até mesmo ensaiado.

Bouc, diretor da Compagnie Internationale des Wagons Lits, empresa que era responsável pelo Expresso do Oriente, pede para que Poirot investigue e descubra quem é o assassino. E é aí que Poirot dá início a uma série de interrogatórios a fim de descobrir qual dos passageiros era o assassino.

Durante as investigações, Poirot acaba descobrindo que a vítima tinha envolvimento em um crime muito famoso, que gerou comoção nacional. Descobre também que a vítima tinha muitos inimigos e que vinha recebendo cartas ameaçadoras. Começa então uma corrida contra o tempo em busca do assassino. São muitos passageiros. Homens, mulheres, jovens, idosos, nobres... será que Poirot conseguirá desvendar esse mistério?

••••••••••

Eu não posso comentar muito sobre os acontecimentos para não estragar a leitura de vocês. Resolvi ser bem básica no resumo da história, que é relativamente curta para um livro do gênero ao qual pertence. A primeira coisa na qual eu pensei quando terminei a leitura e fechei o livro foi: é só isso? Não me entendam mal, o livro não é um desastre, longe disso, mas para mim faltou algo mais, faltou tempero.

O livro é dividido em três partes. Na primeira temos o assassinato, na segunda os depoimentos de todos os passageiros e na terceira a solução de tudo o que aconteceu. A segunda parte, na minha opinião, foi maçante. São quase oitenta páginas de depoimentos que não chegam a lugar nenhum. Ok, no final do livro nós descobrimos o motivo de ninguém se contradizer e de tudo se encaixar perfeitamente, mas acho que aqueles depoimentos poderiam ter sido intercalados com alguma ação.

Outro problema que eu tive foi em relação aos personagens. Hercule Poirot é muito inteligente, não posso negar, mas achei que faltou profundidade ao personagem. Foi tudo muito mecânico, era quase como se ele estivesse seguindo um manual à risca. Os outros personagens também não são aprofundados, pois a brevidade da história não permitiu isso. Tudo é muito objetivo, muito rápido... uma pena.

A resolução do crime me deu preguiça. Não vou comentar muito os motivos, pois para isso precisaria dar diversos spoilers, mas eu não comprei aquela história em nenhum momento. Porém, o livro foi lançado em 1934, ou seja, há 82 anos! Para quem está acostumado com os livros policiais contemporâneos cheios de ação, onde os detetives botam a mão na massa, esse livro pode ser um pouco frustrante, assim como foi para mim. Poirot resolve todo o crime sentado em uma cadeira! O que admirável, mas entediante...

Mas eu dou os merecidos créditos pela ousadia de Agatha, pois a resolução do crime pode até ser preguiçosa, mas é bem ousada.

Sobre a parte gráfica, só tenho elogios. Essa edição de capa dura da Nova Fronteira está lindíssima! Apenas gostaria de fazer duas observações. O livro possui muitas expressões e até mesmo frases inteiras em francês, o que compromete o entendimento e a fluidez de certas passagens. A editora poderia ter colocado as traduções no rodapé, por exemplo. Encontrei também erros na grafia de alguns sobrenomes mais difíceis, como Dragomiroff, que em dado momento virou Dragomirff.

Em suma, Assassinato no Expresso do Oriente me decepcionou. E eu fiquei decepcionada por ter me decepcionado, faz sentido? Eu queria ter amado esse livro, não queria fazer parte da exceção, queria fazer parte da regra, mas nem tudo acontece da maneira que a gente quer. Se eu lerei mais algum livro da autora? Só o tempo dirá!

Observação: Conteúdo postado quando a plataforma do blog ainda era WordPress. Com a mudança, todos os comentários foram perdidos.

Nenhum comentário

Postar um comentário