2 de junho de 2016

Resenha | Se Eu Fosse a Cinderela - Gislaine Oliveira


Autora: Gislaine Oliveira

Número de páginas: 56

Ano: 2016

Publicação independente

Skoob: AQUI
Sinopse: O que você faria se tivesse a oportunidade de viver um conto de fadas? Pois Cinddy não fica nada feliz com essa situação e acaba arrumando grandes confusões em uma das histórias mais famosas de todos os tempos.

Cinddy é uma garota normal, mas que um dia se encontra perdida dentro de um conto de fadas. Esse poderia ser o sonho de muita gente, mas não o dela. Por que isso tinha que acontecer justamente com Cinddy? Logo ela, que não suporta essa história de príncipe e princesa.

É claro que a menina vai aprontar grandes confusões neste clássico infantil. Afinal, ela é a Cinddy, uma menina forte e independente, que não se deixa abater nem pelas implicâncias das meninas na escola. E agora, levará toda a sua personalidade para a pobre gata borralheira.

Cinddy foi criada com esse propósito: mostrar como uma menina atualizada e decidida iria enfrentar as situações de uma das mais conhecidas princesas.

 

Nunca acreditei nesse papo furado de príncipe encantado. E não estou falando que não acreditava no amor. Eu acreditava sim. Só nunca acreditei que o amor viesse mesmo em um cavalo branco.

Cinddy é uma adolescente de personalidade forte que detesta o próprio nome. Ela não consegue aceitar o fato de se chamar Cinddy e sempre pergunta para a mãe o motivo dela ter feito essa maldade. Alice, a mãe, é categórica: ela tinha dado esse nome para a filha porque ela era uma princesa e um dia iria encontrar o seu príncipe!

Só que Cinddy não está nem aí para essa história de príncipe e é tachada como mal-humorada, pois ninguém entende o seu ponto de vista. Um dia, para sua surpresa – e desespero – ela acaba acordando em um quarto que não era o dela, vivendo uma vida que definitivamente não a pertencia: ela era Cinderela, com madrasta, irmãs postiças, fada madrinha e... príncipe!

O que será que Cinddy vai fazer agora que está vivendo naquilo que acreditava ser o seu pior pesadelo?

— Você é um príncipe? — perguntei, afinal, a esperança é a última que morre, não é mesmo? Vai que ele revelasse que na verdade era apenas um cara cavalgando por aí.

Ele ficou me olhando, parou um pouco para pensar, e então respondeu:

— Sim, sou o príncipe de todas essas terras.

Exibido. Pois eu sou a dona do meu quarto.

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Já não é de hoje que eu queria conhecer o trabalho da Gislaine como autora. Acompanho o trabalho dela como blogueira lá no Profissão Escritor há mais de um ano, desde que comecei a blogar, e sentia muita curiosidade de conhecer esse outro lado da Gih. Não faço a mínima ideia de quando foi a última vez que li um livro infantojuvenil. Depois de uma certa idade a gente para de se identificar com certas tramas, e foi isso que aconteceu comigo. Entretanto, a proposta de Se Eu Fosse a Cinderela é tão original e construtiva que o fato de eu não me identificar mais com o gênero foi a última das minhas preocupações.

Meninas sonham em ser princesas, há algo errado nisso? Definitivamente não, mas já perceberam que em praticamente todos os contos de fadas, mesmo aqueles que trazem boas lições, há a donzela em perigo precisando ser resgatada e há a busca incansável pelo cara perfeito. Se ela não conseguir ficar com ele, não há final feliz! Por quê?

O que eu achei bacana foi que em Se Eu Fosse a Cinderela a Gislaine deixa bem claro que o que está em discussão não é o amor. O amor é lindo e precisamos dele, tanto que o final do livro é super fofinho, mas será que nós precisamos mesmo de um príncipe encantado? Daquele cara perfeito, lindo, montado em um cavalo branco? Isso existe? A perfeição existe? Claro que não! E a busca por essa perfeição pode ser muito, muito frustrante.

Não dá para ficar comentando muito sobre a história, afinal, ela é bem curtinha, li em menos de uma hora. A diagramação está a coisa mais fofa desse mundo, bem lúdica, do jeitinho que um livro infantojuvenil deve ser, e ao final do livro ainda tem uma parte interativa onde o leitor pode escrever o que faria se estivesse na mesma situação de Cinddy, muito legal, né? O único erro que eu encontrei foi a grafia errada do nome da autora no rodapé das páginas.

Se você for ler, tenha em mente que é um livro infantojuvenil! Se você passou dessa fase, o público-alvo não é você. Eu passei, então li e avaliei o livro de acordo como o que eu acho que um livro do gênero tem que transmitir. Se Eu Fosse a Cinderela cumpre bem o seu papel. É divertido e passa uma mensagem muito bacana para as meninas – e até para os meninos – que forem se aventurar por suas páginas. Com certeza será um livro que meus filhos lerão.

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Observação: Conteúdo postado quando a plataforma do blog ainda era WordPress. Com a mudança, todos os comentários foram perdidos.

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