9 de agosto de 2016

Resenha | A Garota do Calendário: Fevereiro - Audrey Carlan

Autora: Audrey Carlan

Série: A Garota do Calendário

Número de páginas: 135

Ano: 2016

Editora: Verus

Skoob: AQUI
Sinopse: Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.

A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.

Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser…

Em fevereiro, Mia vai passar o mês em Seattle com Alec Dubois, um excêntrico artista francês. No papel de musa, ela vai embarcar em uma jornada de descobertas sexuais e lições sobre o amor e a vida que permanecerão com ela para sempre.

 

— Vous êtes de l’art. Vous êtes l’amour. Vous êtes la beauté.

Na resenha do primeiro livro eu já falei mais detalhadamente sobre os motivos que levaram Mia Saunders a tornar-se acompanhante de luxo e vocês podem lê-la clicando AQUI. Resumindo, Blaine, seu ex-namorado, que é um agiota, emprestou uma grande quantia em dinheiro para o pai dela, que, por não ter pago a dívida, foi violentamente espancado e está em coma sem previsão de melhora. Mia precisa pagar essa dívida, caso contrário, Blaine terminará o serviço e matará seu pai, depois irá atrás dela e de sua irmã, Maddy. Em Janeiro ela viajou para Malibu, onde conheceu Wes, um famoso roteirista de cinema com quem passou um mês maravilhoso e por quem começou a nutrir sentimentos, mas ela teve que deixá-lo para trás, pois precisa continuar nessa vida de acompanhante por pelo menos um ano inteiro, só assim ela conseguirá juntar o valor necessário para saldar a dívida de seu pai com Blaine.

Em Fevereiro, Mia desembarca em Seattle e conhece o excêntrico artista francês Alec Dubois, que está preparando uma grande exposição e que precisa de uma musa para suas pinturas, papel este que caberá a Mia. O tema da exposição de Alec é o amor, e para transmitir isso através de suas pinturas ele precisa que Mia demonstre certos sentimentos quando está posando para ele, mas devido a sua infância de abandono e de sua situação atual, Mia não consegue amar a si mesma.

— Por que você não se ama? — Suas palavras me atingiram como uma marreta, deixando um buraco gigante na minha alma.

Entre uma relação sexual aqui e acolá, Alec começa a mostrar a Mia que ela tem o seu valor e que ela precisa se amar antes de tudo e de todos. Ela, por sua vez, começa a perceber que seu passado e sua situação atual não podem definir a pessoa que ela é. Ela não era apenas a Mia que foi abandonada pela mãe quando era criança e nem a Mia acompanhante de luxo, ela era a Mia, uma jovem com sonhos, desejos, qualidades e defeitos, um ser humano.

A visão que Alec tem do amor é muito particular, e isso vai fazer com que Mia reveja seus conceitos sobre si mesma e sobre como andou lidando com esse sentimento até aquele momento.

— Assim, eu preciso te amar um pouco para querer estar com você dessa maneira. Mas ainda posso te amar e deixar você livre. Você vai levar o meu amor quando for embora. Para sempre. E esse pedaço do meu amor vai ser seu enquanto você viver.

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A Garota do Calendário: Fevereiro possui uma história ainda mais superficial que a do primeiro livro. Curti a maneira como a autora fez a abordagem do amor e como ela fez de Alec uma ponte entre este sentimento e Mia, mas foi apenas isso e nada mais. O livro é ainda mais curto que o seu antecessor e são diversas as cenas de sexo. Se o capítulo não tem sexo, tem a Mia falando que a bicha tá latejando ou algo do tipo, desculpa, gente, espero que não fiquem ofendidos, mas o nível é esse. 😂

Mia, como personagem, não teve amadurecimento algum, o que eu acho grave, pois a intenção da série é fazer com que ela absorva alguma coisa de cada cliente e cresça como pessoa, só que isso não acontece... e eu esperava que isso acontecesse, pelo menos um pouquinho. A Mia do livro de fevereiro é ainda mais imatura que a do livro de janeiro. No final do livro, quando ela entende a mensagem que Alec quer passar, ela até dá uma melhoradinha, mas é só. Alec, por sua vez, é um bom personagem. Curti a filosofia dele, mas não o achei tão carismático quanto Wes.

Mia me irritou muito nesse livro! Em dado momento, ela dá um chilique ao saber que Wes e Alec tinham pago os 20% relativos ao sexo. Ela sabia que receberia pelo sexo, e nem adianta falar que ela esqueceu, pois uma pessoa que está precisando desesperadamente de dinheiro não esqueceria de vinte mil dólares!!! Aí vem dar uma de puritana, falando que não é prostituta, que fez sexo porque quis... ué, mas isso estava no contrato! Ela não era obrigada a fazer sexo, mas, se fizesse, receberia 20% a mais! Isso não colou, foi apenas uma tentativa vã de gerar conflito. Sem contar que no livro anterior foi dito que ela receberia esse dinheiro diretamente do cliente, que colocaria a quantia dentro de um envelope e o deixaria no quarto da garota, mas aqui o pagamento foi feito através de um depósito... continuidade?

Em dado momento do livro, Mia chega a soltar a célebre frase:

Eu era muitas coisas: filha, irmã, amiga, aspirante a atriz e a musa desse homem, mas não era uma mulher que ficava nas esquinas, uma garota de programa ou prostituta. Vagabunda, talvez. Prostituta, não.

WTF??!! Amiga, deixa eu te falar uma coisa, às vezes, ser prostituta é bem mais digno do que ser vagabunda, ok? Obrigada, de nada! 😉

Apesar de eu ter levado quase uma semana para ler o livro - e isso aconteceu porque a Mia estava me irritando demais - a escrita da autora continua fluida e objetiva. Só achei que ela pesou a mão na hora de uma determinada cena de sexo, tornado-a vulgar. A edição está bonita e, apesar de eu não curtir as capas, acho que elas têm a ver com a história. O livro é narrado em primeira pessoa pela Mia, as páginas são amareladas, as letras têm um ligeiro aumento e eu não encontrei erros de revisão.

O slogan desta série é Confie na Jornada... olha, tá complicado! Se eu lerei os dez livros seguintes? Ainda estou maturando a ideia. Provavelmente lerei, pois ainda estou curiosa com a dinâmica da história e quero saber se no meio do caminho surgirá alguém que desbancará o lugar de Wes no coração de Mia, mas agora lerei sem nenhuma expectativa.

Observação: Conteúdo postado quando a plataforma do blog ainda era WordPress. Com a mudança, todos os comentários foram perdidos.

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