30 de agosto de 2016

Resenha | Nildrien: O Pergaminho - Manoel Batista


Livro cedido em parceria com o autor

Autor: Manoel Batista

Série: Sim

Número de páginas: 588

Ano: 2015

Editora: Novo Século – Talentos da Literatura Brasileira

Skoob: AQUI
Sinopse: Em um mundo de fantasia medieval, o despertar de uma poderosa energia em uma caverna milenar e remota faz com que os mais poderosos reinos de Nildrien se mobilizem para conseguir o artefato portador do poder: um antigo pergaminho criado pelo maior de todos os magos, contendo feitiços capazes de afetar o equilíbrio mundial.

Sem poder enviar seus mais experientes e poderosos membros, resta às forças de reinos aliados formarem um grupo de jovens aventureiros para enviá-los ao maior desafio de suas vidas: uma aventura entre guerreiros, magos e monstros que dividem um cenário onde o fantástico e a magia se mostram mais presentes do que nunca.

Uma jornada que mudará para sempre a vida desses jovens, repleta de drama, ação e humor.

 

Um verdadeiro líder sabe ler os possíveis recados do destino.

Há mais de mil anos, Arkross Shawron, o maior mago de toda a história de Nildrien, escondeu-se em um lugar chamado Caverna Antiga. Na era das trevas, o mago acabou falecendo, mas deixou para trás um poderoso pergaminho, com feitiços capazes de destruir todo o continente.

Durante uma exploração, mineradores da Vila Drend acabam descobrido o esconderijo do tal pergaminho e de outros tesouros muito valiosos, mas a maioria deles é morta pelos perigosos monstros que vivem na Caverna. Dois deles conseguem escapar, mas um deles, Albont, cego pela ganância, acaba matando o outro para ser o único conhecedor do caminho para o tesouro. Sabendo que não sobreviveria caso voltasse sozinho para a Caverna, ele resolve desenhar um mapa para vendê-lo pelo maior preço possível, e acaba vendendo-o para o mercenário Nayhan Stenhaks que, por sua vez, vende o mapa para um membro do reino maligno de Asenhar.

Ainda se lembrava como se tivesse sido no dia anterior, quando, na Caverna Antiga, em uma das tantas expedições, acabaram descobrido algo fantástico. Algo que talvez jamais deveria ter sido descoberto por seu medíocre grupo de mineradores. Espantados, não sabiam o que fazer ao ver suas humildes imagens refletidas em peças tão valiosas do mais puro ouro. Mas ficaram ainda mais espantados ao serem atacados pelas mais terríveis criaturas que emergiam de todas as partes, como se tivessem sido convocadas para proteger o misterioso tesouro.

Quando Dyla, a rainha de Nalim, um dos reinos de Nildrien, fica sabendo que o reino das trevas está a caminho da Caverna Antiga, ela monta, com a recomendação do rei Wylhan Skyllus, do reino da luz de Skyllus, uma expedição com os mais diversos tipos de pessoas. Só que para não chamar a atenção dos poderosos de Asenhar, a expedição não poderá contar com membros muito poderosos e experientes, e é assim que feiticeiros, clérigos, magos, paladinos, lutadores, entre outros, cada um com um dom diferente, mas não forte o bastante para serem detectados, partem com o objetivo de impedir que Asenhar coloque as mãos no poderoso artefato.

Juntos, eles seguirão viagem até a Caverna Antiga, mas para chegar lá, irão atravessar a misteriosa Floresta das Sombras, um lugar que esconde as mais diversas e perversas criaturas. Lá dentro, eles enfrentarão muitas adversidades e lutarão por sua sobrevivência.

Intrigado com o interesse dos reinos de Nalim e Asenhar no pergaminho, Nayhan suspeita que o mapa que ele vendeu deve ser realmente muito importante. Ele resolve, então, partir em busca da Caverna Antiga acompanhado de Raven Hilhein um dos nobres de Nalim que não vale o chão que pisa.

E assim nós vamos acompanhando a busca desses três grupos pelo poderoso pergaminho de Arkross Shawron. Qual deles será bem-sucedido?

De início, não conseguiram identificar o que se tratava devido à escuridão da noite, mas, ao seguirem em frente, logo suas esperanças tornaram-se concretas. A trilha realmente descia pela pequena colina e seguia em direção a uma enorme cadeia de montanhas, que brotavam do solo à sua frente. Não havia erro, finalmente estavam de frente para a Caverna Antiga, a última parada e objetivo final de sua viagem.

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Nildrien – O Pergaminho é um livro denso. Manoel Batista, que é fã de RPG, colocou toda sua imaginação nessa história, que é muito criativa. O enredo, os cenários e os nomes dos personagens não deixam dúvida de que realmente trata-se de uma fantasia medieval. Não foi uma leitura muito rápida justamente por conta dessa densidade que a história possui, já que é preciso prestar muita atenção nos detalhes. O livro pode ser dividido em três partes: a apresentação dos personagens, a travessia da Floresta das Sombras e a busca pelo pergaminho dentro da Caverna Antiga.

Temos muitos personagens, sendo assim, falar sobre cada um deles faria a resenha ficar enorme, mas posso adiantar que os personagens são bem distintos, todos têm a sua personalidade e o autor soube dar o tom certo a cada um deles. Só no grupo principal da expedição nós temos quinze pessoas e, dentre elas, os personagens dos quais mais gostei foram Damian, Lóris e Karson.

Damian e Lóris são muito corajosos e determinados, pois fazem de tudo para que a missão seja cumprida. Mas, ao mesmo tempo, possuem uma humanidade muito bonita, pois preocupam-se com o bem-estar de todos os componentes do grupo e não hesitam em ajudar quando algum deles está em apuros. Já Karson, além das qualidades dos dois acima, possui um lado mais tristonho que despertou minha simpatia. Ele é um ex-presidiário que tinha o sonho de tornar-se um herói, me vi torcendo muito para que isso acontecesse.

Falar que o livro tem pontos negativos seria até uma maldade, visto que o autor se esforçou muito para criar uma história realmente fantástica. E os pontos que me incomodaram não chegam a ser de fato negativos, mas há dois aspectos que podem ser melhorados nas sequências.

Primeiro, acho que seria legal o próximo volume ter um mapa. Não sei vocês, mas quando eu leio histórias fantásticas gosto de me situar e, quando o livro tem um mapa, gosto de ficar consultando para ver onde os personagens estão e para onde estão indo. Senti falta disso em Nildrien e fiquei meio perdida em alguns momentos. Segundo, Nildrien tem quase seiscentas páginas! Não que não haja história para tanto, há, mas, ao meu ver, a história poderia ser mais enxuta. Os personagens levaram muito tempo para atravessar a Floresta das Sombras e muito tempo para achar o esconderijo do pergaminho na Caverna Antiga. Sempre acontecia algo que os atrasava e isso, para leitores mais impacientes, pode ser frustrante. Alguns acontecimentos poderiam ter sido editados e colocados juntos em um único capítulo, por exemplo.

O livro, que é narrado em terceira pessoa, tem uma capa que combina perfeitamente com a história. As páginas são amareladas e a qualidade da impressão, bem como a do papel, estão ótimas, só achei que a fonte poderia ser um número maior. Encontrei alguns erros de revisão, mas não foi nada muito grave.

Em suma, Nildrien – O Pergaminho foi uma leitura muito interessante. Gostaria de agradecer a confiança que o Manoel depositou no Meu Epílogo e em mim, muito obrigada. Tenho certeza que o Manoel trará muitas surpresas nas sequências e que ainda vamos ouvir muito sobre os bravos guerreiros de Nildrien.

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