9 de novembro de 2015

Resenha | Ensina-me a Viver - Thais Benicio


Autora: Thais Benicio

Número de páginas: 390

Ano: 2015

Publicação independente

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Sinopse: Nicholas Hoffman é um homem acostumado a uma vida repleta de mulheres e tudo o que o dinheiro pode trazer. Muito jovem, ele saiu de Nova Iorque para seguir seu sonho de ser fisioterapeuta em um lugar onde pudesse estar longe da influência dos seus pais. Dedicado, ele conseguiu construir uma carreira em Miami, lugar que escolheu pra viver. Nicholas é um homem que não fala sobre o seu passado com ninguém exceto com seu amigo Robert Sullivan e eventualmente sua amiga Rachel, mulher que é dona de uma casa de prostituição, lugar este que Nicholas costuma frequentar. Ele guarda uma profunda dor causada por um amor do passado o que o fez se fechar completamente a relacionamentos amorosos com qualquer mulher. É na Casa da Rachel que ele conhece a meiga e inexperiente Ellen. Uma garota que desde o primeiro encontro dos dois o deixa completamente obcecado. Incapaz de se manter longe dela, ele a convence a deixá-lo ajudá-la após descobrir que a garota não tem para onde ir e que já foi agredida fisicamente. Nicholas e Ellen logo estabelecem uma amizade muito verdadeira, porém com três pontos de definição: nada de sexo entre eles, serem sempre sinceros um com o outro e não deixarem ninguém se meter na amizade dos dois. Mas o desejo incontrolável que sentem um pelo outro e a chegada do antigo amor de Nicholas na cidade coloca-os em uma situação em que terão que decidir se realmente podem ser apenas amigos ou se haverá algo mais entre eles.

 

 — Não é só luxúria. É uma necessidade primordial. É quase como se eu precisasse dela para respirar. E agora, na verdade, eu acho que preciso.

Nicholas Hoffman é um homem destroçado emocionalmente. Há cinco anos ele presenciou uma cena que jamais saiu de sua cabeça. Na noite deste incidente algo terrível aconteceu e ele jamais conseguiu se perdoar. Ele usa o sexo como uma válvula de escape, pois ele quer prazer, mas não permite que nenhuma mulher entre em sua vida. Ele é frequentador assíduo de uma casa de prostituição muito badalada cuja dona é sua amiga de longa data, Rachel. E é neste lugar improvável que Nicholas conhece a mulher que vai mudar a sua vida, ou melhor, vai fazer com que ele volte a viver.

Ellen é novata na casa. Ela foi encontrada na rua, machucada, e foi acolhida por Rachel. Nicholas fica muito animado quando descobre que tem carne nova no pedaço, mas ele não estava preparado para o que iria sentir assim que colocasse os olhos em Ellen.

Ellen ainda tem muitos hematomas pelo corpo, sendo assim, Nicholas não tem coragem de ter nenhum tipo de relação sexual com ela por medo de machucá-la. Mas, por algum motivo, ele decide ajudá-la, pois não consegue tirá-la da cabeça. Ele chama seu melhor amigo, Robert, que também é médico, para dar uma olhada em Ellen.

Para surpresa de Nicholas, Ellen acaba fugindo da casa de prostituição deixando apenas um bilhete de agradecimento.

Não nos veremos mais e por isso quero me desculpar por ter usado você para conseguir o que queria sem te dar nada em troca.

Mas não demora muito para que Nicholas encontre Ellen, novamente machucada e fraca, caída em um beco escuro. Ele decide levá-la para o seu apartamento e é aí que tudo começa. Ellen conta para Nicholas o motivo de estar machucada e o motivo que a levou a fugir de casa. Depois das confissões de Ellen, Nicholas sente um desejo ainda maior de ajudá-la. Mas para que as coisas não fiquem estranhas eles fazem um pacto. O sexo entre eles seria proibido. Eles também deveriam ser sempre sinceros um com o outro e não deixariam ninguém se meter na amizade dos dois.

É possível que eu tenha outra mulher na minha vida e não acabe destroçado? Sinceramente espero que sim, porque não vejo como eu posso manter essa garota afastada da minha mente.

Só que, uma a uma, as promessas vão sendo quebradas.

Tudo estava indo bem, mas a chegada de Ada, a mulher que destruiu o coração de Nicholas e fez com que ele se fechasse completamente para o amor, ameaça acabar com a felicidade que ele estava começando a sentir após cinco anos e autopunição. Mesmo com todo o ódio que sente por Ada, Nicholas descobre que ela ainda tem efeito sobre ele.

Você era a pessoa mais importante da minha vida… — Paro um instante, suspiro e continuo. — …e você me destruiu.

Será que ele vai sucumbir às mentiras de Ada, a mulher que fez seu coração morrer? Ou será que a sua relação com Ellen, a mulher que o trouxe de volta à vida, vai ser forte o bastante para mantê-lo longe do abismo?

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Ensina-me a Viver é muito bom. A história é inovadora? Não, mas há algo nela que faz com que ela seja única.

Os personagens, tanto os principais quanto os secundários, são muito carismáticos. Foi interessante acompanhar o amadurecimento e a redenção de Nicholas. Ellen, por sua vez, não foi uma personagem feminina pela qual eu morri de amores, mas não pelo fato dela ser uma personagem ruim, longe disso, e sim pelo fato da força que Nicholas tem como personagem. Sabe aquele personagem que brilha em todos os momentos? Esse é Nicholas Hoffman!

A escrita da Thais é muito gostosa. São poucas as autoras que não erram a mão na hora de escrever cenas mais sensuais, o que faz com que o livro fique pobre e vulgar, mas a Thais soube descrever tudo na medida certa e com muito bom gosto.

Robert, melhor amigo de Nicholas, é um ótimo personagem também. É aquele tipo de amigo que, não importa o dia ou a hora, está sempre disposto a ajudar. Já Ada cumpriu bem seu papel de biscate! Ô mulher nojenta, gente. Que vontade de dar uns tapas naquela cara! 😀

Agora vamos aos motivos que me fizeram descontar alguns pontos.

Primeiro, a capa. Temos um modelo aparentemente bonito usando as roupas que Nicholas costuma usar. Eu não acho a capa feia, mas depois que terminei a leitura achei que ela não transmite a essência do personagem, entende? Eu tenho essas neuras com livros cuja capa são modelos... vai entender!

Segundo, o desenvolvimento de alguns aspectos da história de Ellen. Não foi nada gravíssimo, mas achei corrido em alguns momentos.

Eu li a versão digital e encontrei alguns errinhos de revisão, nada muito grave também.

E o que falar do final? 😮 😮 😮 😮 😮 😮

Gente, eu literalmente falei “nãoooooo” quando terminou! Eu quero ler a sequência, tipo, pra ontem! Com certeza indico a leitura para os maiores de dezoito anos.

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Observação: Conteúdo postado quando a plataforma do blog ainda era WordPress. Com a mudança, todos os comentários foram perdidos.

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