7 de dezembro de 2017

Resenha | O Casal Que Mora ao Lado - Shari Lapena


Livro cedido em parceria com a editora.

Autora: Shari Lapena

Número de páginas: 294

Ano: 2017

Editora: Record

Skoob: AQUI

Compre: Amazon
Sinopse: Nunca se sabe o que acontece na casa ao lado...

Sua vizinha convida você para um jantar, mas pede que não leve sua filha. Ela não suporta bebês. É uma noite para adultos.

Seu marido diz que, apesar de a babá ter avisado na última hora que não viria, vocês ainda podem deixar a menina em casa. Afinal, estarão logo ali do lado, com a babá eletrônica.

Sua filha simplesmente desaparece no meio da noite. E sua vida se torna um pesadelo.


Tudo em casa a remete à filha, ao que eles perderam. ... Não importa em que parte da casa ela fique, Cora está em todos os lugares. Para Anne não há fuga, por mais temporária que seja.

Anne e Marco Conti são pais de uma linda bebê chamada Cora, que tem apenas seis meses. Anne está enfrentando uma depressão pós-parto e quase não sai de casa. Para Marco, o aniversário de Graham, vizinho deles, seria uma boa oportunidade para Anne se distrair, só que a babá que cuidaria de Cora desmarca em cima da hora, e como Cynthia, esposa de Graham, havia vetado a presença de crianças, Anne fala que ficaria em casa e que Marco poderia ir se divertir. Ele é totalmente contra, alegando que não haveria mal algum em deixar a bebê em casa sozinha; eles levariam a babá eletrônica - que estava com a tela quebrada, mas ainda captava o áudio - e iriam olhar Cora a cada trinta minutos. Eles discutem e Anne, mesmo sentindo-se culpada, resolve ir.

O que era pra ser uma noite de distração torna-se um incômodo. Anne acaba bebendo demais e tem que aturar o flerte entre Marco e Cynthia, o que faz ela ter ainda mais certeza de que deveria ter ficado em casa com a filha. A noite finalmente chega ao fim, mas o pesadelo de Anne está apenas começando.

— O que foi? — pergunta Marco logo atrás dela, a voz tensa.
Anne mantém os olhos fixos adiante. A porta está entreaberta, uns cinco centímetros.
— Tenho certeza de que a tranquei! — exclama Anne, a voz estridente.
Marco diz, sóbrio:
— Talvez você tenha esquecido de trancá-la. Bebeu muito.
Mas Anne não dá ouvidos a ele. Já está dentro de casa, subindo correndo a escada e atravessando o corredor até o quarto da filha, com Marco ainda em seu encalço.
Quando chega ao quarto do bebê e vê o berço vazio, ela grita.

A polícia chega rapidamente e começa a colher o depoimento do casal. Anne, claro, fica desesperada e começa a culpar o marido, além de começar a perceber que eles seriam julgados por todos, pelos policiais, pela vizinhança... afinal, que espécie de mãe deixa a filha sozinha? Que espécie de pai acha isso uma coisa normal? O detetive Rasbach, que pega o caso, começa a fazer todo tipo de pergunta, inclusive se o casal havia bebido, pois isso poderia comprometer a confiabilidade de seus depoimentos. E o fato de Anne confundir o que Cora estava vestindo na noite em que foi levada não ajuda muito o casal... eles definitivamente são suspeitos pelo sumiço da própria filha.

 

— Eles acham que fui eu — lamenta Anne de repente. — Acham que matei minha filha. — Seu olhar é desesperado. — Pelo jeito que o detetive olha para mim, sei que é isso que pensa. Provavelmente só está tentando descobrir qual foi a sua participação.
Marco se levanta num pulo do sofá e tenta abraçá-la.
— Shhh. Eles não acham isso.
Mas ele tem medo de que Anne esteja certa. A depressão pós-parto, os antidepressivos, a psiquiatra. Não sabe o que dizer acalmá-la. Sente que ela está cada vez mais agitada e quer impedir uma crise.

Rasbach começa a investigar, mas nada parece se encaixar. Não há nada que indique a presença de uma terceira pessoa na casa, sem contar que ninguém na vizinhança viu nada suspeito. Quando ele descobre que os pais de Anne são muito ricos, a possibilidade de um sequestro é levantada, tudo que eles têm que fazer é esperar por um pedido de resgate.

Enquanto aguardam, Rasbach começa a adentrar outros caminhos, caminhos estes que o levam a ficar cada vez mais desconfiado da versão dos Conti. E quando fatos do passado, longínquo e recente, começam a ser revelados, a gente não sabe mais em quem confiar.

••••••••••

Até que ponto o culpado é culpado por ser culpado? Uma pergunta meio bugante, mas foi isso que me veio à cabeça assim que eu terminei a leitura de O Casal Que Mora ao Lado, que, aliás, foi uma leitura super rápida. Acontecem muitas outras coisas no livro, muitas mesmo, muitas pessoas estão envolvidas em maior ou menor grau, mas não tinha como eu abordar isso no resuminho sem prejudicar a experiência de vocês. Esse é aquele típico livro onde quanto menos o leitor souber, melhor.


Shari Lapena constrói a tensão desde as primeiras páginas e consegue fazer com que a culpa flutue entre os muitos suspeitos de uma maneira super fluida, o que me agrada bastante em qualquer livro do gênero. Outra coisa que me fez gostar bastante da história foi a dubiedade dos personagens, que foi muito bem moldada. Não saber o que esperar dos personagens é sempre muito bom, e em O Casal Que Mora ao Lado eu fui feita de trouxa muitas vezes! 😂

Em quem confiar? Anne, uma mãe depressiva e frustrada com muitas coisas, inclusive com o próprio casamento? Marco, um homem que vem enfrentando alguns problemas e que mantém um affair com a vizinha? Graham e Cynthia, que têm um gosto peculiar que poderia ser visto por muitos como uma coisa doentia? E também há outros personagens que eu não mencionei no resuminho, então não vou nem mencioná-los aqui também para vocês não ficarem perdidos. Rasbach também é um ótimo personagem. Ele é um tipo peculiar de detetive, super tranquilão, de fala mansa, mas super observador e intuitivo.

E apesar de eu ter gostado muito do livro e de inclusive tê-lo favoritado, tenho que dizer que não curti muito o desfecho do caso Cora. Sim, do caso Cora, pois eu considero que o livro tem dois desfechos, o desfecho do sumiço da bebê e o desfecho do livro propriamente dito, e foi este último que me deixou impactada! Shari, mulher, como você acaba o livro desse jeito?! 😮

O Casal Que Mora ao Lado é narrado em terceira pessoa, que não é meu tipo preferido de narrativa em geral, mas quando se trata do gênero em questão eu acho sempre a melhor escolha. Encontrei um errinho aqui e outro ali, mas nada muito grave. Os capítulos são curtos, as folhas amareladas e a diagramação confortável. Eu tenho uma teoria em relação ao nome do livro, mas não vou mencioná-la por motivos de spoiler, mas quem leu e quiser discutir isso comigo é só se manifestar!


Em suma, apesar de achar que o desfecho do grande mistério ficou aquém da capacidade do livro, recomendo super essa história. Vocês com certeza não conseguirão largar o livro até chegarem na última página!

37 comentários

  1. Esse livro me desperta bastante curiosidade, deve dar uma apreensão para saber quem é o culpado, e pelo visto no final da história até da para se surpreender..

    www.vivendosentimentos.com.br

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  2. Oi, Tamires.
    Também achei isso sobre o desfecho.
    É uma pena que tenha ficado aquém. Eu achei que seria bem diferente, mas ainda sim é um bom livro.


    Abraços,
    Naty
    http://www.revelandosentimentos.com.br

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    1. Sim, é um bom livro, isso sobre o final foi apenas uma observação! ;)

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  3. Oi!!! Eu leio várias resenhas desse livro e sempre fico me corroendo de curiosidade, ainda mais por envolver o sumiço de uma criança. Vou colocar na lista de prioridade e adquirir logo esse suspense rsrs. Bjos ❤

    Click Literário

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  4. Oi Tami, tudo bom?
    Eu tô com esse livro aqui pra ler nas férias. Gostei bastante da premissa e fico feliz em saber que é uma leitura tão boa! ADORO thriller bem construído.
    Fiquei mais ansiosa pra conferir a história!

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    www.queriaestarlendo.com.br

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  5. Oi Tamires.
    Fiquei lendo sua resenha e me imaginando acompanhando a um filme no estilo de A Mão que Balança o Berço. Já assistiu? Fiquei muito interessada e já vou colocar no Skoob.
    Bjus
    www.docesletras.com.br

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    1. Assisti sim, Lia! Lembro até hoje da cena da estufa! Hahahahah

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  6. Oi Tami, tudo bem? Apesar da ressalva sobre o final parece um bom suspense. Não sou muito de ler livros do gênero, mas esse ano me arrisquei mais e fiquei curiosa agora com esse livro!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  7. Olá, Tamires.
    Enquanto lia a resenha já comecei a pesquisar preços do livro hhe. Eu preciso ler ele e saber o que acontece nessa história. Não consigo imaginar como pais conseguem deixar um bebê sozinho em casa, mas... Eu prefiro terceira pessoa hehe. Assim que ler ele volto aqui comentar.

    Prefácio

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    1. Nem eu consigo imaginar, Sil. Nem que eu morasse em uma cidade com taxa de criminalidade zero! Hahahahaha

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  8. Oi Tami,
    Eu já quero HAHAHA
    Infelizmente julguei sim por terem deixado a meninha sozinha. Esse pai manipulador do kct. Já odeio ele. E amei que tem vários personagens. Adoro narrativas investigativa cheias.

    bjs
    Nana - Canto Cultzíneo

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  9. Não sou grande fã deste género de leitura, mas fiquei com curiosidade em relação a este livro =)

    MRS. MARGOT

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  10. Ai gente, que pais desnaturados! kkk
    Curiosa pra saber as explicações q o livro dá, hahah
    Bjs Tami
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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  11. Oi, Tami!
    Geralmente eu curto narrações em terceira pessoa, principalmente em thrillers e fantasia. Acho que dá uma visão maior de tudo que está acontecendo.
    Gente, fiquei curiosa com esse gosto peculiar do outro casal hahahahahah Pensei mil coisas à la Christian Grey
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe do Natal Literário e ganhe prêmios maravilhosos

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    1. Não acho legal saber das coisas por um narrador onisciente, gosto de saber o que cada personagem pensa, por isso prefiro em primeira pessoa e com mais de um POV. :D

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  12. Oi Tami! Eu prefiro narrações em terceira pessoa, e neste livros são as melhores para uma abordagem melhor dos fatos. Estou curiosa com a obra, não havia criado muitas expectativas.
    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  13. Que sucesso de resenha Tami, me senti presa na trama desde que você começou a descrevê-la, e fiquei doida aqui pra saber o que afinal aconteceu com a bebê! A mãe é a que me parece menos suspeita, mas esses livros de fato bugam a nossa cabeça e no final é capaz que é ela mesma hahahah fiquei super curiosa, adicionei nos desejados já!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br

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  14. Oi, Tami! Tudo bem? Esse livro me lembrou um publicado pela Intrínseca que tenho muita vontade de ler. Acho que ele se chama Até Você Ser Minha. Algo assim. Gostei do plot, da capa e de seus comentários. Com certeza daria uma chance! :)

    Abraço

    http://tonylucasblog.blogspot.com.br/

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    1. Milagre você gostar de um livro que eu curti! HHHAHAHAHAHAHA

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  15. Oi Tami, tudo bem?
    Você não curtiu o desfecho por ter sido ruim? Ou por ter sido meio medíocre comparado ao desenrolar da trama? (Sem spoiler, please hahaha!)
    Gosto desse tipo de livro e fiquei interessada. =)
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  16. Oi Tami,

    Parece ser um bom livro de suspense, a premissa dele deixa a gente curiosa para tentar resolver o mistério.
    Acho que leria ele futuramente.
    Bjs
    http://diarioelivros.blogspot.com.br

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  17. Oi Tami,
    sou apaixonada por esse gênero!
    Já havia visto algumas resenhas do livro e fiquei super curiosa a respeito, pois a premissa me ganhou logo de cara.
    Uma coisa bem complicada sumiço de uma criança por pura irresponsabilidade dos pais (olha eu aqui julgando também), e isso é algo que logo de cara já chama atenção.

    Beijinhos
    She is a Bookaholic

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  18. Oi Tami!

    Esse é um livro que está nos meus desejados. Amo histórias assim de suspense, mistério, essa trama me parece que tem os ingredientes certos e que vão me viciar hahaha... Sobre o desfecho, acho que te entendo, tem livros que são maravilhosos, mas o final não é digamos nenhuma Brastemp hahaha... porém isso não impede de ser elogiado e ser um dos favoritos na sua estante. Resenha incrível!

    Beijos

    Vivian

    Saleta de Leitura

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    1. "Nenhuma Brastemp"... adorei isso! AHHAHAHAHAHAHA

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