9 de março de 2015

Resenha | Subindo Pelas Pareses - Alice Clayton

Título: Subindo pelas Paredes

Autor: Alice Clayton

Número de páginas: 276

Ano: 2014

Editora: Benvirá

Sinopse: A primeira noite de Caroline em seu novo apartamento é uma promessa de que dias e noites agitados virão. Ela não poderia imaginar que dividiria a fina parede do seu quarto com um cara capaz de deixar uma mulher completamente maluca na cama. Aliás, uma não, Caroline já contou pelo menos três gritos e gemidos diferentes. Conviver toda madrugada com a animação do apartamento ao lado deixa Caroline ainda mais afundada na crise sexual que a acompanha há tempos. Mas ela nem sequer pode imaginar que o vizinho que ela abomina talvez seja o único capaz de lhe trazer de volta seus orgasmos. Em Subindo pelas paredes, Alice Clayton mistura humor, paixão e boas doses de sensualidade, capazes de fazer qualquer uma cair de joelhos e se apaixonar.

 

É sempre bom quando aquilo que você precisa e aquilo que você quer são a mesma coisa. Caroline é uma mulher de vinte e poucos anos que acaba de se mudar para São Francisco. A vida sexual de Caroline estava na pior, ela não sabia o que era sexo e orgasmo há muito tempo. Em sua primeira noite no novo apartamento, Caroline é surpreendida com barulhos estranhos vindos do quarto ao lado. O que já parecia ruim consegue ficar pior, quando as coisas penduradas na parede do quarto de Caroline começaram literalmente a cair devido às batidas na parede do quarto lado.

Seu vizinho consegue levar mulheres à loucura, a ponto de fazê-las miar e gargalhar, isso mesmo gargalhar… estranho, não? 😀

A situação se repete durante várias noites seguidas, cada uma delas com uma mulher diferente. Até que Caroline, privada de uma boa noite de sono, resolve ir tirar satisfação com o dono do apartamento ao lado vestindo apenas uma camisola de rendinha rosa. Caroline não tinha ideia de quem era o vizinho, afinal, ela nunca tinha visto o rosto dele. O homem que abre a porta do apartamento depois das batidas insistentes dela a deixa completamente sem ar.

Simon é lindo, atlético, sedutor e, de quebra, estava enrolado apenas em um lençol. Caroline sente-se atraída por ele no exato minuto em que ele abre a porta. Simon também não consegue tirar os olhos de Caroline e sua camisola nada comportada.

Apesar da atração à primeira vista, as coisas não começam bem para Caroline e Simon. O que acontece a partir daí é uma série de coincidências que parecem querer que Caroline e Simon fiquem perto um do outro.

Alguns dias depois, a chefe de Caroline resolve dar uma festa para inaugurar sua casa nova. Caroline vai para a festa junto com suas duas melhores amigas, Mimi e Sophia. E, para surpresa de Caroline, quem está lá também? Simon. E ele também não está sozinho, está acompanhado de seus dois melhores amigos, Neil e Ryan. Já dá para perceber o que vai acontecer, certo? Mimi envolve-se com Ryan e Sophia com Neil.

No decorrer da festa, Mimi, Sophia, Ryan e Neil decidem esticar a noite em um outro lugar, deixando Caroline e Simon sozinhos.
– Por que você é tão galinha e idiota? – perguntei, meu rosto a centímetros do dele.
– E por que você é tão puritana e empata-foda? – ele replicou, e, quando abri a boca para dizer exatamente o que eu pensava, o desgraçado me beijou. Ele me beijou.
Apesar de toda tensão sexual, Caroline e Simon decidem levantar a bandeira branca, afinal, eles são vizinhos e seus melhores amigos estão envolvidos. Simon promete não acordar Caroline no meio da noite com suas sessões de sexo e Caroline promete se esforçar ao máximo para entender o estilo de vida de Simon: sexo sem compromisso.

Com o tempo, nasce uma amizade verdadeira entre Caroline e Simon. Mas a atração ainda está presente.
Quando vi – ou melhor, ouvi – Simon pela primeira vez, jamais poderia ter adivinhado, mas ele estava rapidamente se tornando uma das minhas pessoas favoritas. Eu estava totalmente errada quanto a ele.
Um tempo depois, Caroline, Mimi, Sophia, Simon, Ryan e Neil fazem uma viagem para uma cabana isolada. E é nessa cabana que as coisas começam a mudar. Após um jogo de verdade ou consequência malsucedido, Caroline e Simon são deixados a sós e se beijam. As coisas vão esquentando e, quando Caroline pensa que vai fazer amor e redescobrir o orgasmo depois de tanto tempo, Simon a rejeita.

Caroline sente-se humilhada e o que acontece depois disso é uma série de eventos onde Simon tenta se justificar. Até que Simon a convida para ir com ele para Europa, um sonho antigo de Caroline. A viagem é tudo o que ela sempre sonhou e eles dois vão ficando cada vez mais íntimos, até que o sexo finalmente acontece. Porém, Caroline não consegue chegar ao orgasmo e finge um.

Ela vai para casa totalmente frustrada, sem saber o que estava acontecendo com ela. E, para sua surpresa, Simon, que tinha ficado na Europa para resolver mais algumas coisas, aparece em seu apartamento perguntando o porquê dela ter fingido o orgasmo!

Caroline conta a verdade, falando que não tem um orgasmo há muito tempo. Simon fica surpreso e toma isso como um desafio… e vocês já podem imaginar o que acontece, né?

Não vou generalizar demais, afinal, o livro não é muito ruim, apenas não é bom, faz sentido? Ele não é aquele tipo de livro cuja leitura você termina achando que perdeu horas preciosas da sua vida, ele é aquele tipo de livro cuja leitura você termina mas não sente nada, sabe? Para mim o livro é mais uma comédia romântica do que outra coisa. Algumas partes do livro são bem engraçadas, como a parte em que Clive, o gato de estimação de Caroline, tenta atravessar a parede do quarto enquanto uma das mulheres com que Simon está, digamos, se divertindo, começa a miar.

Alice Clayton pecou um pouco no desenvolvimento. Quando a gente pensa que as coisas estão ruins acontece uma coisa aleatória que faz tudo ficar bem novamente ou vice-versa.

Subindo pelas Paredes não me cativou. Tanto é que não sinto a mínima vontade de ler os outros quatro livro da série. Preciso de um tempinho até resolver se vale a pena ou não.

Observação: Conteúdo postado quando a plataforma do blog ainda era WordPress. Com a mudança, todos os comentários foram perdidos.

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Tami Marins

Carioca e leonina, acha que nasceu na época errada. Lê desde que se entende por gente e é viciada em séries e em café. Escuta sempre as mesmas músicas, assiste sempre aos mesmos filmes e sonha escrever seu próprio livro.

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