26 de novembro de 2018

Resenha | Romance Tóxico - Heather Demetrios


ARC cedida pela editora através da NetGalley.

Autora: Heather Demetrios

Tradutora: Flávia Souto Maior

Número de páginas: 416

Ano: 2018

Editora: Seguinte

Skoob: AQUI

Compre: Amazon
Sinopse: Grace quer sair de casa. Ela se sente sufocada pelo padrasto agressivo e pela mãe obsessiva, que a faz esfregar o chão até toda a poeira (que só ela enxerga) sumir. Quer ir embora da cidadezinha onde mora, na Califórnia, pequena demais para seus sonhos. Quer fugir da vida que leva e se tornar uma artista em Paris, uma diretora de teatro em Nova York… qualquer futuro que seja distante do medo e da solidão que sente.Então ela se aproxima de Gavin: charmoso, talentoso e adorado por todos da escola. Quando os dois se apaixonam, Grace tem certeza de que aquele romance é bom demais para ser verdade. Mas as suas amigas enxergam um outro lado do garoto — controlador e perigoso —, que, com o tempo, vai transformar o relacionamento dos dois em uma prisão da qual Grace será incapaz de escapar sozinha.


Garotas não se apaixonam por cretinos manipuladores que as tratam como merda e as fazem questionar seriamente suas escolhas. Elas se apaixonam por cretinos manipuladores (que as tratam como merda e as fazem questionar seriamente suas escolhas) que elas acham que são príncipes encantados.

Grace Carter tem dezessete anos e não aguenta mais a vidinha que leva em Birch Grove, Califórnia. Vivendo em um ambiente familiar totalmente anormal, a jovem espera ansiosa a formatura para finalmente partir rumo à Nova York, onde pretende estudar para se tornar diretora de teatro. Grace tem uma vida muito controlada e tem que se virar para dar conta de todas as suas atribuições domésticas, seu emprego de meio período, seus estudos e os ensaios das peças da escola, onde é auxiliar de direção. Ela tem uma queda por Gavin Davis, um aspirante a astro do rock de dezoito anos que também faz parte de seu grupo de teatro. Como ele namora Summer, uma das meninas de seu grupo de amigos, ela vive com esse amor platônico sem muita expectativa, porém, quando Summer e Gavin rompem sob circunstâncias complicadas, Grace vê a oportunidade de se fazer presente na vida dele... e consegue. Dali a alguns meses, entretanto, isso se tornaria um de seus maiores arrependimentos.

O relacionamento começa super bem. Gavin é um príncipe e parece compreender tudo o que Grace deseja antes mesmo dela falar. Ele tem jogo de cintura para lidar com as regras malucas da mãe e do padrasto dela e faz tudo para vê-la feliz. Porém, o que começa de uma maneira inocente e bonita logo torna-se complicado. Gavin é possessivo e quer ter a atenção exclusiva de Grace. Para provar seu amor por ele, Gavin pede para que ela não abrace mais nenhum menino, pede para ler o diário dela, pede para ela passar menos tempo com as amigas... e Grace, querendo agradar quem faz de tudo apara agradá-la, passa a acatar os pedidos dele. Infelizmente isso era apenas a ponta do iceberg.

E me assusta o que me tornei por estar com você: meus "nãos" se tornaram "sins", meus "nuncas" se tornaram "talvez". Nesse quase um ano em que estamos juntos, de algum modo me transformei em minha mãe. Piso em ovos, vidro, brasas — tudo para que você fique feliz.

Quanto mais o tempo passa, mais as coisas vão piorando. Gavin se forma no ensino médio e começa a perder a paciência com as limitações impostas pela família de Grace, como o fato dela ter um toque de recolher, por exemplo. Quando sua banda começa a fazer sucesso, ele exige que Grace fuja de casa no meio da noite para assistir aos seus shows mesmo sabendo que ela poderia ser punida severamente caso fosse descoberta. Não demora muito para que as ofensas verbais comecem. Estas, claro, são logo seguidas de desculpas esfarrapadas como um "eu estava nervoso".

Sentindo-se cada vez mais sufocada, Grace começa a enxergar aquilo que não via mesmo quando suas amigas, Nat e Lys, tentavam lhe abrir os olhos. Se vigiada não era normal. Mentir não era normal. Abrir mão de seus desejos e sonhos não era normal. Ser ofendida não era normal. Grace quer retomar o controle da própria vida, mas mal sabia ela que sair daquele romance tóxico ia ser muito mais difícil do que ela imaginava.

Percebo qual é o problema. Não é seu ciúme, os mundos diferentes em que vivemos, as regras dos meus pais, mas o fato de eu ter me tornado um dente-de-leão. Você dá um sopro e eu vou para todos os lados.
— Você é minha namorada — você diz, com a voz firme.
Tem razão. Sou só isso agora. Sou a Namorada de Gavin Davis. Só importa que você esteja feliz. Só desejo te ver feliz. ...
— Quero ser mais do que isso — sussurro.

••••••••••

Antes de começar as minhas considerações, gostaria de alertar os possíveis leitores desta obra sobre o fato dela conter alguns gatilhos que podem ser perturbadores até mesmo para quem nunca sofreu - ou pensa que não sofreu - nenhum tipo de abuso.

Nunca se falou tanto sobre feminicídio, Lei Maria da Penha e relacionamentos abusivos. Porém, ainda há aqueles que acham que isso tudo é exagero e que não há necessidade de se enfatizar tanto casos de violência contra a mulher. Em pleno 2018 ainda há casos de pessoas que acham que em briga de marido e mulher não se deve meter a colher, é por isso que histórias como Romance Tóxico são tão importantes. O livro aborda o assunto de maneira responsável e com uma linguagem acessível com a qual o público-alvo vai se identificar logo de cara.

Começo enaltecendo a escolha do estilo de narrativa. Grace, nossa protagonista, narra a história para Gavin. Já começamos a leitura sabendo que ela conseguiu se libertar daquela relação e ao longo da trama ela conta para Gavin - se referindo a ele a todo momento como "você" - como as atitudes dele tornaram o relacionamento insustentável e perigoso. Isso foi um acerto e tanto, já que a grande maioria das vítimas de violência doméstica costuma ser responsabilizada pelas atitudes de seus parceiros, seja por eles ou até mesmo por terceiros. O uso do "você" chega a ser incômodo, pois é quase como se nós, leitores, fôssemos cúmplices de Gavin, o que pode até soar estranho, mas lembra daquela velha máxima que abordei acima? Então...

Enquanto narra a história, Grace passa por todos os momentos da relação; desde o início, quando tudo era maravilhoso, até o último momento, quando ela não tinha mais esperança de se libertar daquele relacionamento. Ela conta para ele como foi, aos poucos, percebendo que nada do que estava acontecendo era culpa dela. O curioso é que Grace tinha em casa um exemplo de relacionamento abusivo, mas não conseguia enxergar o abuso em seu próprio relacionamento, algo que, infelizmente, é super comum. Ela conseguia enxergar a mudança no comportamento da mãe, outrora feliz mesmo nas dificuldades que enfrentavam, mas não conseguiu enxergar, a princípio, a própria mudança e as próprias concessões.

Mas como essa menina cresce ao longo da história! Grace tem uma evolução sensacional que foi muito bem trabalhada por Heather Demetrios. Ela começa ingênua e apaixonada, passa pela fase onde se sente culpada e inferiorizada, não se achando digna de Gavin, até chegar o momento de sua reviravolta, quando ela finalmente percebe quem ele realmente é. Mas não pensem vocês que a liberdade dela é conquistada facilmente. Ela se descobre em um campo minado e não há como sair dele sem que haja uma explosão. Acompanhar sua trajetória rumo à liberdade é aflitivo, cheguei a pausar a leitura em alguns momentos tamanha era a minha angústia. Era doloroso vê-la deixando seus sonhos de lado, suas amizades em segundo plano, em nome de um "amor" corrosivo e nada saudável.

Gavin é um manipulador nato, ele brinca com a mente de Grace de uma maneira muito habilidosa, sabendo muito bem como agir e o que falar para conseguir o que quer. Ele sabe ser um príncipe, aquele que vem salvar sua donzela nos momentos de perigo, mas é um lobo em pele de cordeiro. E mais uma vez eu tenho que elogiar a autora, pois ela construiu Gavin de uma maneira que até nós, leitores, chegamos a esquecer com quem estamos lidando em alguns momentos, e foi nesses lapsos momentâneos que eu consegui me sentir mais próxima de Grace, onde consegui compreender sua visão torta da realidade.

Grace não conseguiria se livrar de seu pesadelo se não pudesse contar com a ajuda de suas amigas. Nat e Lys são pessoas incríveis, foi uma amizade feminina muito saudável e bem trabalhada, aliás, no livro não há nenhuma mulher falando mal de outra - a não ser a mãe de Grace, mas aí são outros quinhentos - precisamos de mais histórias assim!

Como eu li a ARC do eBook não posso falar sobre a edição ou sobre erros de revisão, já que não se trata da versão finalizada, todavia, a qualidade do texto de Flávia Souto Maior, a tradutora, está ótima. A editora manteve a capa original, o que foi um grande acerto, já que Grace pensava que seu relacionamento era belo e perfeito, mas ele foi, pouco a pouco, apodrecendo. Heather, ao final do livro, nos conta que esteve em um relacionamento abusivo e ali eu entendi o porquê da história ser tão crível.

Eu dei nota quatro querendo dar cinco e favoritar. Se dependesse apenas da trama central eu faria isso sem pensar duas vezes, mas senti falta de uma conclusão melhor para a trama de Grace e sua mãe. Esta - cujo nome esqueci e nem faço questão de lembrar - tem nitidamente uma questão muito pessoal com a filha. Ela quer sabotar Grace de todas as formas possíveis e imagináveis, como se ela se ressentisse da filha ter toda a vida pela frente enquanto ela própria teria que continuar lidando com a vida da qual não conseguia se libertar. Entendo que seu comportamento era reflexo de sua própria prisão e isso, por um lado, serve de alerta; mas ainda acho que o final dessa relação entre mãe e filha poderia ter sido outro. A trama de Grace com o pai dependente químico também deixou a desejar. Compreendo que eram tramas secundárias, mas sou aquele tipo de leitora que acha que se o assunto foi abordado ele deve ser desenvolvido de maneira satisfatória. Esses dois pontos, na minha opinião, não foram, mas isso de maneira alguma prejudica a mensagem do livro, ok? 😉

Vale ressaltar ainda que o livro possui um teor cultural muito bacana. Quando eu vi Grace citando Rent, simplesmente um dos melhores musicais já produzidos, cheguei a ter arrepios de satisfação.

Romance Tóxico é um livro muito necessário! É aquele tipo de história que deveria ser trabalhada nas escolas e aquele tipo de livro que deveríamos dar de presente não só para meninas, mas para meninos também. É sufocante e revoltante, mas é libertador. É um livro que com certeza será lido por meus filhos no futuro!

36 comentários

  1. Oi, Tami maravilhosa
    Eu vi esse livro no netgalley mas fiquei com medo de pedir por causa do tema. Eu sou do tipo de leitora que não consegue aguentar certo tipo de gatilho e eu fico receosa, apesar de imaginar que se tivesse a coragem necessária, tenho certeza que amaria a história tanto quanto você.
    Eu acho tão necessário falar de livros assim porque eu já uma das garotas que romantizava relacionamento abusivo, na minha mente tinha coisas que eram desculpáveis, mas cara, como eu estava errada. Graças a Deus nunca aconteceu comigo mas é muito satisfatório ter uma noção do que é, do que se refere e poder falar isso pras pessoas, parece que tirei uma venda dos olhos.
    Espero futuramente poder ler a obra!
    Beijo

    http://www.capitulotreze.com.br/

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    1. Que bom que você passou a enxergar certas coisas com outros olhos, Mi!

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  2. Oi Tami,
    Dezessete anos e faz isso tudo ai? sos
    Forçar relacionamento sempre dá merda e merda emocional das grandes. Experiência própria. E por isso não senti vontade de solicitar esse livro no momento. Minha mente já tá toda perturbada revirando todo funeral possível que já fiz, melhor não.
    Precisamos de mais livros assim, muita coisa errada sendo romantizada (povo acha que é errado quando é só físico) e vejo pessoas debochando, querendo insinuar que nunca é nada demais.

    P.S.: Sobre os livros do zumbi, o autor se inspirou em praticamente todas as produções mesmos que já fizeram. Principalmente as mais antigas do George A. Romero. Aquela cena de semanas atrás de TWD, do Rick vendo os mortos, tem uma cena parecida com Ivan em A Ilha dos Mortos, acredita? HAHA

    até mais,
    Nana - Canto Cultzíneo

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  3. Oi Tami!
    Gostei muito de ler essa resenha!
    Com certeza vou querer dar uma olhada nesse livro, trata de um tema super importante, e parece ter sido bem trabalhado. Acho a capa bem legal.
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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  4. Impossível ler sua resenha e não querer ler esse livro, Tami. É a primeira vez que vejo uma resenha dele e a história me atraiu muito, é algo que todos deveriam conhecer mesmo..

    www.kailagarcia.com

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  5. Olá Tami! tudo bem?
    nossa, que loucura esse livro.. ainda não conhecia! É realmente um assunto que está sendo muito falado e que, mesmo assim, acontece demais. e deve mesmo incomodar, acho que deve ter um pouco esse papel. eu fiquei realmente interessada na leitura e sua resenha ficou maravilhosa! muito cheia de reflexão, adorei!
    beeijo

    https://lecaferouge.blogspot.com/

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  6. Oi Tami, apesar da ressalva com as tramas secundárias eu achei a trama mega interessante, talvez até um pouco forte, mas necessária!! Espero curtir tb!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  7. Oi Tamy.
    Que resenha maravilhosa!Fiquei super a fim de conferir o livro, ainda mais sabendo que a autora faz com que a história mexa com a gente e seja bem crível.
    Coloquei na lista. Bjus
    www.docesletras.com.br

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  8. Oi, Tami!
    Estou digitando com os cotovelos pois estou aplaudindo essa resenha maravilhosa.
    Menina, esse quote que abre o texto é muito verdade. Pena que não rolou uma conclusão decente para a mãe da Grace, mas pelo menos não influenciou tanto na tua leitura.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  9. Oi Tami!Gostei da abordagem ser positiva, de mostrar que a garota conseguiu sair daquela situação ruim e se libertar. O Gavin é tão bem apresentado, que tinha horas que eu esquecia que ele era o abusador. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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    1. Dá pra esquecer mesmo, a autora trabalhou muito bem essa nuance dele.

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  10. Oi Tami. Caramba eu adorei sua resenha e me sinto muito grata por você me apresentar esse livro. Como uma grande fã de dramas, ver um livro que abre os olhos para o relacionamento abusivo é mais do que necessário. Você tem toda razão quando diz que é uma história que precisa ser trabalhada nas escolas. Com cada vez mais romances que aludem ao romance abusivo como certo, mostrar a verdadeira natureza dele assim é sensacional. Beijos.

    Blog: Fantástica Ficção

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    1. Vamos torcer para que cada vez mais eles ganhem as prateleiras!

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  11. Oi, Tamires.
    Só essa frase em negrito logo no início já retrata tudo o que o livro quer dizer sobre a realidade.
    Adorei a sua resenha e fiquei curiosa para ler, ainda que eu não curta muito o gênero.

    Tenha um ótimo dia.

    Abraços,
    Naty

    http://www.revelandosentimentos.com.br

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  12. Nossa, um livro que parece trazer um tema tão profundo que como você falou, até quem acha que nunca sofreu pode sentir desconforto. Bom, só olhando a capa já da para ver o quanto forte é a história..

    www.vivendosentimentos.com.br

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  13. Olá, Tamires.
    Eu preciso ler esse livro. Que bom que tem autores que se preocupam em mostrar o outro lado dos relacionamentos porque só o que vemos são autores romantizando os abusos. Gostei da forma como a autora escolheu contar a história porque de alguma forma somos cúmplices sim, porque raramente vemos o que acontece debaixo do nosso nariz e quando vemos achamos que não temos que nos meter. Quando li Amor Amargo foi que percebi que já tinha passado por um relacionamento abusivo e nem me dado conta na época. Por isso acho necessário esse tipo de leitura.

    Prefácio

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    1. Às vezes a gente só percebe que vivemos algo quando olhamos através de outras perspectivas, por isso é tão importante a existência de histórias assim!

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  14. Oi Tami,

    Uau pelo visto o livro é bom mesmo, de inicio quando vi o lançamento não botei tanta fé, mas agora lendo sua resenha, fiquei com muita vontade de ler e conhecer a história da Grace e do Gavin.
    Acho que deveria ter mais livros assim no mercado.
    Bjs e um bom fim de semana!
    Diário dos Livros
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  15. Oi, Tami!

    Quem está num relacionamento abusivo é sempre o último a reconhecer isso. Tenho um caso em que a menina achava esse tipo de relacionamento um absurdo e julgava quando era dos outros, mas não admitia que ela mesma estava em um. É triste que isso aconteça, mas muito bom saber que a personagem evolui e consegue se libertar. Um livro que certamente todos deveriam ler!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com/

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  16. Oi Tami, tudo bem?
    Adorei essa dica, ela é super relevante e trata de um tema MUITO necessário.
    Também gostei da personagem principal narrar a história pro agressor, parece que ela tá se livrando do peso do que sofreu, deixando pra trás essa dor.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  17. Oi Tami, sua resenha despertou meu desejo em ler o livro, mas sinceramente eu fico com medo dele não ser ideal para mim pela ideia de gatilhos. Lembro que há uns dois anos li um romance curto (100 paginas) que tratava de forma mais sutil essa questão e ele me deixou muito mal, por dias. Então talvez eu deixe sua indicação passar, não sei. Vou pensar melhor sobre a decisão de ler. Mas fico feliz em saber que o tema é bem abordado e a personagem tem um bom desenvolvimento, é muito importante tratar desse assunto com responsabilidade e da forma certa!

    Ps: Deixa eu te perguntar, o que significa esse "ARC" que vc coloca logo no comecinho?

    Beijos, Lex!
    Os Delírios Literários de Lex

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    1. ARC é uma sigla em inglês que significa que é um exemplar para leitura antecipada. :)

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  18. Oi Tami, parabéns pela resenha!
    Eu devia ter lido esse livro quando eu tinha 15 anos de idade. hahaha
    De verdade, acho muito importante essa discussão que mesmo não sendo o objetivo do livro, ele traz involuntariamente, que é de que meninas se apaixonam pelos caras errados os enxergando como príncipes.
    Infelizmente, algumas fazem escolhas que perduram consequências por muito tempo.
    Gostaria de ler esse livro. Achei interessante.
    Beijos, Hozana!
    Borboletra

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    1. Olha, eu também me beneficiaria muito desse livro se tivesse lido com meus 15 anos...

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